Moda surf para este verão

Galera, quem quer estar na moda neste verão, ficar descolado, com o que há de mais cool de visual surf, está aí a dica.

É só escolher o seu visual e apavorar nas praias.

Para quem curte um estilo retrô, mais despojado:

Estilo retrô

Ou então um estilo mais alternativo e descontraído, como o Rob:

Rob Machado

Rob Machado

Uma sunga que vai estar super hiper ultra fashion power nesta temporada é essa (também um pouquinho retrô):

sunga style

E para ficar bem no natal:

Surf Noel

Quem se arrisaca a dar um tapa no visual? Eu estou pensando ainda…

Aloha!

Scracho cantando Novos Baianos

Galera, nunca vi esta banda antes, nunca havia ouvido, e na semana passada assisti na MTV o conteúdo do DVD ao vivo, que será comercializado em novembro deste ano.

Até me assustei por estar tão fora assim do mundo POP, afinal, é o que o mundo ouve e sempre, querendo ou não, acabamos conhecendo, ainda mais eu que sou apaixonado por música. Tem várias músicas que escuto e sei que alguma vez já ouvi antes, mesmo sem saber o nome da banca, da música, do CD… É inevitável (mesmo que “triste”, dependendo da música).

Mas voltando ao Scracho: pelo que vi no programa da MTV, é uma banda que já tem alguns anos, que começou a estourar quando tocou na Malhação eu acho.  Faz um som tipo Sublime, mas com uma pegada bem mais Pop. E o que me chamou a atenção foi a bateria das músicas, que é tocada por uma menina. E mandando super bem. As músicas confesso que não me chamaram tanta atenção, mas a bateria chamou. Quem toca algum instrumento perceberá que a menina toca bem. E essa música ficou boa, bacana mesmo:

Fazia tempo que eu não escutava uma versão tão bacana de Novos Baianos, e essa ficou show. E quem canta é a baterista. Tocar bateria já exige bastante coordenação, cantar e tocar, mais ainda. E esta música exige ainda mais, pois tem uma bateria um pouco irregular em algumas partes, e a banda leva super bem o som… Gostei dessa.

Na minhas navegadas, descobri que ela até ganhou o prêmio de melhor instrumentista em 2009, pelo Multishow. Bacana!

Tá aí a dica.

ps.: tem outro clip que até aparece um surfista brazuca, que surfa altas no freesurf, encontrem aí – http://www.youtube.com/watch?v=nIFil2oKTSw

Aloha!

Skate clássico

Galera, o Felipe Siebert, lá de Floripa, que faz umas pranchas ocas de madeira, está mandando ver no skate também.

Eu comprei um dele, logo na primeira leva, já faz alguns meses. É clássico, pega um gás naquelas descidinhas suaves, dá pra tirar um lazer bacana aqui em sampa, para matar as saudades do mar…

Vejam algumas fotos:

SkateSkateSkateSkate

Agora, visualmente falando, os skates estão ainda mais bacanas, clássicos, pois o método de construção me parece diferente: as madeiras internas são montadas primeiro, e depois é colocada a camada de madeira em cima e embaixo do shape… Dá uma olhada no blog do Felipe que vocês vão entender:

http://siebertsurfboards.blogspot.com/

Lá tem preços, mais fotos, vídeos da forma como são fabricados os shapes, vídeo do skate em ação.

Vale a pena ter um em casa.

Aloha!

Prancha ecológica – e-board

Para quem não conhece, foi lançada esses dias na ASR, um grande evento de surf e skate na Califórnia, a e-board, uma prancha 100% ecológica. Quem idealizou o projeto foi o shaper Daniel Aranha, da SurfWorks.

Não vou me estender muito, porque nestes sites vocês encontram mais informação sobre a iniciativa:

http://www.eboards.com.br/

http://www.eboards.blogspot.com/

http://www.eboards.blogspot.com/

A iniciativa é uma parceria so shaper com o Instituto-e, com a Osklen, utiliza materiais muito bons e 100% relacionados com a preservação: ou materiais recicláveis ou biodegradáveis, sem contar a neutralização de carbono dos processos de produção da prancha.

Na minha análise…:

Prós – até que enfim o surf está caminhando para a ecologia, e esta prancha já sai com tudo isso “de fábrica”. O shaper também é engenheiro de materiais, o que comprova que o estudo traz sim mais benefícios aos shapers. O Daniel aplicou este conhecimento acadêmico na fabricação de suas pranchas, o que com certeza evolui o esporte, evolui o mercado, evoluem os materiais, e evolui o surf. Além de ser ecológica, dura mais também, pois é bem mais resistente, segundo o shaper. A prancha também é esclusividade da Osklen (e-boards), ou seja, a parceria é com uma marca boa, de credibilidade, estilo, qualidade em produtos, engajamento ambiental… A prancha está em boas mãos, resumindo.

Contras – o preço é consideravelmente mais alto em comparação às pranchas regulares. Está certo que a prancha dura mais, mas o mercado não considera isso na hora de comprar uma prancha, o que pode prejudicar. Os surfistas também não sabem o que é “durar” uma prancha, já que diferentes fatores interferem nisso (vezes que surfa por mês, quantidade de ondas que surfa na água, nível do surfista, cuidado que o cabra tem com a prancha…). Não sei o motivo de ser mais cara do que a regular, mas acredito que seja uma união de fatores: novos materiais que devem ser mais caros, novidade de mercado, parceria com a Osklen (que é muito boa, mas todos seus produtos tem um posicionamento de preço mais elevado).

De qualquer forma, já é um movimento. E como toda a revolução do mundo, sempre surge de um para contagiar a todos, e aí surge um movimento novo. Vamos ver no que vai dar!

Algumas fotos do lançamento lá na Califórnia:

e-board

e-board

e-board

Aloha, meus amigos!

Surfing Jamaica

Para quem não sabe, na Jamaica também rola um surf divertido.

Lendo o Surfline.com hoje encontrei essa matéria, com umas fotos muito bacanas do surf, das praias, e das pessoas que tem esse privilégio.

Vale conferir, para quem gosta de boas fotos de surf (de toda a cultura, e não só das ondas…): http://www.surfline.com/travel/finding-surf-music-and-more-on-the-caribbeans-chillest-isle_29823/1/

Aloha!

Fotos pela manhã, surf em Puerto Viejo pela tarde

Ontem, dia 18/08, o mar ainda estava grande, então aproveitei para tirar algumas fotos de Caballeros, já que estava programado de eu, Oscar, Ito e mais dois americanos irmos surfar em Puerto Viejo, mais ao sul de Punta Hermosa.

Aqui em Caballeros estava com um metrão, deu para tirar umas fotos boas:

IMG_2026

IMG_2019

IMG_2015

IMG_2012

IMG_2003

IMG_1999

Essa é de Pico Alto, havia quatro loucos de manhã surfando na remada mesmo, com uns três ou quatro metros, só bomba pesada e gelada:

IMG_2072

Já essas são de Puerto Viejo. Uma esquerda muito longa, fundo de areia, correnteza um pouco forte que te joga para fora da arrebentação, remada a toda hora. Não sei ao certo, mas acho que até hoje, foi a melhor esquerda que surfei na vida (está um pouco acima das esquerdas de Moçambique, em Floripa, que surfei a uns 5 anos acho). Dei  sorte, pois na água havia duas pessoas e mais a minha  barca, com Oscar, Ito e mais dois americanos… Qualidades perfeitas, quase sem vento, de um a dois metros pesados. A primeira sessão, ao lado das pedras, é grande (dois metros) e um pouco emparedada, meio quadrada, depois fica pequena (um metro) e bem gorda, muita remada pare entrar, mas vale a pena, porque depois, na última sessão quase no inside, sobe para um metro e meio tubular, e se você tiver muito azar a onda fecha, mas o normal é ficar por uns 50 metros dessa forma:

IMG_2091

IMG_2114

IMG_2121

IMG_2131

IMG_2140

IMG_2145

IMG_2164

IMG_2167

E esse é o Pico Alto Surf Camp, do Oscar Morante, que é super gente boa e consegue o que você precisar por aqui, momo já apontei antes:

Pico Alto Surf Camp

É um hotel simples, que vai te oferecer tudo o que precisa: cama, banheiro privado com água quente e um bom rango, e além disso, de quebra ainda tem ótimas funcionárias, que conversam, contam coisas aqui do Peru, querem aprender português, querem saber mais do Brasil. Quase todos os dias eu deixo de almoçar e jantar com os gringos e ia como junto com os funcionários, com as meninas e com os “faz de tudo” peruanos (são guias de surf, motorista, trocam moeda, conseguem pranchas para alugar ou vender… fazerm tudo para ganhar um dinheiro extra). Eu sou assim, gosto de aprender por onde passo, e aqui, com certeza estou aprendendo muito mais com as pessoas simples, que sempre viveram aqui, do que com os surfistas gringos que viajaram por todo o mundo…

Amanhã tem mais!

Aloha, hermanos!

Peru: primeiro as damas

Aqui no Peru não é diferente: primeiro as damas, depois os rapazes. Ou melhor, primeiro Señoritas e depois Caballeros.

Para quem leu o post anterior, já sabe que estou no Peru. E foi isso mesmo, nos primeiros dias, surfei Señoritas, uma esquerda boa, que quebra sempre na mesma linha, ao lado de uma bancada de pedra, mas funda. Surfei 2 metros no sábado, bem crowdeado, e 1,5 metros ontem, com crowd também… Mas os peruanos são boa gente, pelo menos não vi nada de ruim, de localismo forte.

E hoje o swell subiu bem, com uns 2 metros de ondulação, ou seja, de 2 até 4 metros de onda, dependendo da praia. Cedinho fui conferir Pico Alto, logo aqui na frente, e estavam lá dois jet-skis e dois loucos surfando 4 metros. Depois fui até Punta Rocas, com uns 3 metros e ninguém na água. Não ia ser eu o louco a cair alí, até porque não tenho tanta intimidade com ondas desse calibre.

Então a tarde fui surfar Caballeros, que estava com uns 2 metros e só 3 surfistas na água. E digo que não foi tão fácil assim, pois dois metros peruanos não são dois metros brasileiros. Aqui são dois metros pesados e gelaaaados, a onda parece até mais devagar quando vai estourar.

Já surfei em Floripa, no inverno, com dois metros na Moçambique e na Joaquina, e achei que a água era fria. Até conhecer o Peru. Aqui o comum é long john 4 e 3 mm, e o meu 3 e 2 mm é quase uma lycra. E antes de vir, estava na dúvida se comprava botinhas ou não, e pela minha sorte eu comprei, porque se entra sempre pela pedra nos picos, e porque é uma proteção muito boa para o frio (esse é o melhor benefício).

Em termos de long john, testei os três que tenho, um Billabong, um Rip Curl meio velho e um Mormaii Wave Flyer. E o Mormaii foi o melhor, está segurando muito bem o frio, e é selado, o que é indispensável aqui para o Peru. Recomendo.

Estou no Pico Alto Surf Camp, do Oscar Morante, que é muito gente boa. O que você precisar, ele dá um jeito de arrumar: carro para alugar, fotógrafo, prancha, quilhas FCS baratas, guia para comprar tranqueiras em Lima, viagem para o norte do Peru, mais para o sul… tudo.

Vamos ver como estará amanhã. Pela manhã cedinho vou tirar algumas fotos, e depois posto aqui para vocês, junto com as dessa semana.

Apenas para matar vontade:

Herradura - bem pequeno

2

IMG_1979

Aloha, hermanos!

El Peru + justificando a ausência…

Caros leitores, desculpem minha ausência nestas semanas. Como o colega Gustavo já citou em seu blog, o Surf4Ever, as vezes é um pouco complicado de alimentar um blog quando a vida está em uma fase corrida.

Buscar conteúdo legal, com informação boa, formatar, achar imagens, acaba sendo um processo demorado e até difícil. Mas, vamos que vamos, sempre em busca da onda perfeita e do post perfeito. Sempre com apoio dos leitores e dos leitores-amigos.

Falando um pouco de conteúdo, neste sábado, 15/08, embarco para o Peru. Sete dias em Punta Hermosa, surfando, batendo fotos e arrumando histórias para compartilhar por aqui. Com certeza surgirá muita coisa, do surf no Peru, da cultura surf no Peru, que pode ser (quem sabe…) o berço do surf mundial.

Agradecimentos especiais ao Freddy, da Surf Travel, que foi bem atencioso no pré-viagem, ao pessoal da Grendene e Mormaii (Tais, Rosilene, Simone e Luciana), que também ajudaram bastante principalmente com equipamento (colocarei um post posteriormente com um comparativo entre alguns long johns que fiz, compartilhando porque o Mormaii foi melhor…), e também ao Oscar Morante, longboarder e dono do Pico Alto Surf Camp, que deu uma força tremenda com várias informações sobre a viagem e sobre equipamentos para encarar as ondas do sul do Pacífico.

Em breve, novidades peruanas e mais frequência nos post.

Aloha!

Trilha sonora do Cloud 9 – nos dias chuvosos

Para quem vasculha a internet sempre, este trailer não é novidade. Mas para quem não conhece, tá aí a dica:

O que me chamou atenção foi a trilha sonora, com participação do Ben Howard, um muleque novo, que manda bem em um ritmo mais calmo, com o violão deitado… atualmente está abrindo alguns shows do Jason Mraz.

Vale conferir: http://www.myspace.com/benjaminjohnhoward

Para mim, é uma boa trilha para aquele dia de surf chuvoso, na friaca, com o mar meio mexido, cinza, sem (quase) ninguém na água, sem ondas muito boas… E que ainda assim, é um dia de surf, e que para mim, são muito importantes.

Já tive muitas reflexões nestes dias, quando eu era o único doido da galera que saía de casa, mesmo sem ter meu short john ainda (que depois me deu uma ajuda…), naquela chuva meio fina e interminável dos invernos de Itanhaém. Andava cinco quarteirões até a praia e ficava uns 15 minutos pensando se valia a pena ou não varar a arrebentação para pegar aquele mar mexido, frio, chuvoso. É lógico que não valia, se eu avaliasse o quesito “surf”. Mas eu ia, entrava, varava a arrebentação e ficava lá, uma ou duas horas, pegava uma ou duas ondas zuadas, sozinho.

E pensava. Em sentimentos meus, no porquê da vida, na razão de eu estar vivo, alí, surfando. Tentava ligar o quebra-cabeça da vida, os conflitos de meus pais, meus próprios conflitos. Perguntava de onde eu vim, e para onde eu ia após esta vida. E aí eu ia me descobrindo, formando a minha fé, encontrando Deus, dentro e fora de mim.

Depois eu saída da água resmungando porque não peguei ondas boas. E voltava os cinco quarteirões concluindo minhas reflexões, ouvindo as respostas, quem sabe de Deus. Com as mãos meio brancas e roxas, batendo os dentes, tremendo, já sem sentir a sola dos pés…

Graças a Deus eu tive estes grandes dias ruis de surf. Alguns com a presença de meus irmãos Edu e Déia, ou meu primo Adriano, ou o Rodolfo, camarada das antigas.

Mas mesmos ruins, por um lado foram uns dos melhores dias de surf de minha vida, e não pelo surf em si, mas sim por ter sido o surf que me levou a estes dias, a estas reflexões, a estas verdades que carrego hoje.

E estas músicas me remeteram a estes dias, principalmente a Cloud Nine e a London. Valeu Ben Howard pela nostalgia.

Aloha!

Festivalma 2009

Galera,

só uma mensagem: quem foi, foi. Showzasso do Jake Shimabukuro e do The Beautiful Girls, muita arte, telas, esculturas, filmes, fotos. Muita cultura surf.

O que acho mais interessante neste evento é que, quando estamos na “vida real” (se é que esta é a real), no trabalho, ninguém conhece as bandas, os artistas. Aí você chega no evento, assiste o show de uma banda que quase ninguém do trabalho, da faculdade, conhece, e  está todo mundo cantando, todo mundo conhece as músicas, muita gente conhecem os trabalhos expostos, as fotos…

Isso é estar em casa, estar no seu mundo, e descobrir que há outros como você, que se achava diferente do mundo. Isso é sintonia, sinergia. O surf é isso, uma linguagem única, que o africano, o brasileiro, o australiano, o indonésio, o peruano, o californiano, etc, entendem, mesmo falando outras línguas.

Um residual para quem perdeu, logo abaixo. Vídeo que achei no youtube do The Beautiful Girls:

Algumas fotos dos dois shows e da arte:

Esta separei da galeria pois merece destaque. Olha a felicidade estampada no rosto e a sintonia com o ambiente:

Sinergia

Com certeza, quando minha filha nascer (em algum dia sei que terei uma filha), vou lembrar desta foto.

Agora só no ano que vem…

Aloha!

Próxima Página »