Arquivo para março \26\UTC 2009

The Sandals – The Endless Summer

Essa é clássica das clássicas! Quem assistiu esse filme sabe que, na época de seu lançamento, trouxe uma revolução para o surf e abriu diversas portas para o surf, mudando sua imagem como estilo de vida. E a trilha sonora, nem se fala…

Esse som é bacana (do The Sandals), um instrumental bem suave e “roots”, com aqueles sólos clássicos da época, nas Fenders antigonas e bem agudas:

Este do YouTube! é reduzido, o clip inteiro tem neste outro link (fora que a resolução é bem melhor):

http://www.vimeo.com/1235264

Com direito a comentários da banda no final do vídeo!

Som bem surf, clássico, estiloso, que todo mundo que surfa deveria ouvir, e se não gostar, pelo menos tem que conhecer.

Aloha!

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Saiu lá: rapidinhas do surf para se pensar

Xanadu Surfboards

Saiu lá no Waves, nesta semana, uma entrevista com o excelente shaper Xanadu sobre o mercado de pranchas, e ele soltou essa aqui sobre a Channel Surfboards (do shaper Al Merrik), a Burton (marca de snowboard), e a história do Kelly Slater fazer suas próprias pranchas, usadas na primeira etapa do mundial:

(…)
Para quem ainda não está por dentro, você pode explicar qual a relação entre a Burton e a Al Merrick?
A Burton é dona da Channell Islands – marca do Al Merrick – há uns três anos e está querendo criar um monopólio no mercado, pelo menos nos Estados Unidos, e claro que eles vão entrar pesado com roupa. Por isso estão tendo tantos atletas, gastando tanto dinheiro em marketing e em pranchas, porque depois eles vão virar tudo isso em roupa e o que for. Além de eles fazerem isso, tem o Joel Tudor (longboarder). Eles agora vão produzir a marca do Joel Tudor na América também, de repente ele comprou a marca, vai saber. Vão pagar licenciamento da marca para o Joel Tudor. Outra coisa que escutei que eles vão começar a fazer, já ouviu falar nessa história de que Kelly Slater está shapeando prancha?

Sim, ele fala que produziu as quadriquilhas dele.
Palhaçada. É que eles vão fazer uma marca do Kelly Slater, para eles terem mais uma marca ainda dentro do Burton e ter como pagar ao Kelly Slater depois que ele se aposentar ali no circuito. Como o Joel Tudor é um surfista e nunca tocou talvez numa placa de prancha ou talvez tocou só pra dizer que tocou, mas quem fabrica são outros shapers, eles vão fazer a mesma coisa com o Kelly Slater. Vão dizer “Ah, vai lá com o Al Merrick, pega a lixinha e tal”, mas na verdade, quem está fazendo é o Al Merrick ou algum outro shaper por trás, e vai ser mais uma marca que está no guarda-chuva da Burton Snowboard, uma companhia de snowboard, não de surf.
(…)

E aí, será que é verdade? Uma coisa eu sei, Slater é Slater, e é fato que ele é um dos melhores surfistas do mundo, tanto em campeonatos como no freesurf. Agora, o Xanadu foi corajoso em abrir esse “rolo” no maior portal de surf, e eu o admiro por isso (embora nunca tenha surfado em uma Xanadu para falar de sua qualidade no mar). Parabéns Xanadu! Sou contra qualquer tipo de monopólio econômico ou industrial, isso limita o ser humano.

E aí, Slater, foi você ou num foi quem fez esse brinquedo???

E aí, Slater, foi você ou num foi quem fez esse brinquedo???

Saiu lá no Fantástico dessa semana: cientistas apontaram que até 2100 o oceano pode subir um metro em seu nível atual. O que isso significa? Adeus Maldivas.

Para quem não sabe, as Maldivas são um arquipélago de pouco mais de mil ilhas, todas elas com no máximo dois metros acima do mar, então imaginem o que sobrará… segundo as previsões, há a possibilidade de não sobrar nada.

E tem mais, as ilhas não possuem nenhuma indústria grande e a população também é baixa, o que significa que quase não há emissão de gases que “fervem” o mundo. Literalmente, estão pagando pela poluição de outros países, inclusive o Brasil…

Infelizmente (pelo grau da situação) ou felizmente (pela atitude do cara), o presidente já está juntando dinheiro para tirar a população de lá quando a situação estiver crítica. E você, o que está fazendo mara minimizar isso?

Saui lá no Atelier Yanagi, do designer japonês Mr. Yanagisawa: ele inventou uma prancha doida, com a estrutura feita de madeira balsa e a “casca” de pet. Ou seja, de material 100% reciclável e renovável, e por levar ar ao invés do poliuretano, reduz absurdamente o impacto ambiental. Quem vai testar a invenção? (Thanks Yanagisawa for the invention, is good for the environment!!!).

Prancha sustentável

Prancha sustentável

São assuntos interessantes para pensarmos sobre. Eu estou pensando pelo menos.

Aloha, Soul Surfers!

Guardians Of The Sea: lendários salva-vidas

Este filme, de pouco mais de onze minutos, retrata um pouco da vida dos salva-vidas havaianos, e também um pouco da história de dois dos maiores salva-vidas que já tivemos no mundo: Duke Kahanamoku e Eddie Aikau.

É simples, curto e direto. E mesmo assim, tem ótimas imagens, algumas bem antigas, e um ótimo conteúdo.

Vale a pena assistir, aliás, todo surfista deveria assistir, pois te dá a mínima base sobre quem foram esses dois homens do surf.

Link oficial (e em alta resolução): http://explore.org/explore/hawaii/films/150

Aloha, guardiões do mar!

Surf car: Kombi “lateral” na motoca

kombi

Pelo tamanho, dá para levar algumas fish 5’6, quem sabe uma 6’0, ein?

E essa aí está personalizada com o WE SURF!

Brincadeiras à parte, se isto existe, quem inventou foi bem criativo…

Aloha!

Quase, Mineirinho…

Adriano Mineirinho foi um dos “intrusos” em meio aos “Cooly Kids” Parko e Fanning nas quartas de final, e venceu extraordinariamente Taj para chegar às finais.

Porém, Parko foi melhor e levou o Quiksilver Pro Gold Coast, que teve a final em Kirra, em condições muito boas e sólidas.

Confesso que não botei uma fé no Mineirinho antes do campeonato. Mas quando eu vi uma entrevista dele ao Zona de Impacto (SporTv), vi uma energia muito boa nele, no sorriso tranquilo e em suas palavras, o que me fez questionar até aonde ele chegaria no campeonato. Não arrisquei chutar a posição em que terminaria o campeonato, e confesso que fiquei surpreso ao acompanhar as quartas, semi e finais hoje, agora pouco na verdade, e inclusive comecei a torcer para ele!

Geralmente eu assisto os campeonatos e torço para quem está na onda, gosto de ver a molecada surfando e mandando bem e saindo feliz das ondas (exceto em disputas entre Kelly Slater e os outros grandes, que daí a emoção sobe na veia), e ultimamente andava meio desanimado em relação ao surf brasileiro no WCT, até mesmo pela falta de investimento nos brazucas, o que acabava prejudicando-os quase sempre em relação aos australianos, americanos, havaianos…

E fora isso, tem uma galera do Brasil que, não adianta querer me convencer, tem um surf muito feio, umas batidas meio toscas, rasgadas muito rápidas sem aquele leque de água amplo de um Joel Parkinson, sem aquela tranquilidade no tubo de um Bruce Irons, e sem a garra de um Kelly Slater. E a partir de hoje, para mim, Adriano de Souza, o Mineirinho, me traz novamente a alegria de ver um brasileiro no WCT. É a mesma alegria de ver um Teco Padaratz, um Neco, um Fabio Gouveia (e por que não citar Bruno Santos?).

Esse é o meu gosto pessoal, gosto de uma linha de surf diferente dos outros brasileiros que estão hoje no WCT. E deixo bem claro, eles surfam muito melhor do que eu, do que muita gente, são batalhadores pra caramba, passaram por uma penca de perrengues e dificuldades… senão não estariam onde estão, merecidamente. E parabéns a todos eles por representarem o Brasil nos campeonatos.

Mas gosto é gosto.

Foto: ASP Covered Images

Foto: ASP Covered Images

Parabéns Mineirinho, que este ano brilhe para você! Parabéns Parko, que literalmente arregaçou nas suas ondas da final.

Aloha, competidores!

Eddie didn’t come (neste ano…)

Ontem foi o último dia do intervalo para o The Quiksilver In Memory of Eddie Aikau, e como sabem, neste ano ele não aconteceu. Não rolou um swell monster que segurasse a responsabilidade em homenagear este ser.

Neste ano, não rolou.

Talvez, Eddie esteja preocupado com outras coisas no momento…

Onde quer que ele esteja, está em uma onda diferente,

grande, mas suave,

pesada, mas muito mais leve do que aqui.

A responsabilidade não está mais em salvar os que estão em perigo dentro do mar,

e sim em orientar aos que entrarão ao mar,

com toda sua história que aqui ficou quando ele partiu.

Neste ano, Eddie didn’t come, mas se estivesse vivo nesta Terra,

Eddie would go. Sempre.

Eddie

Aloha, Eddie!