A alma pede surf…

E como disso no post anterior, 2012 é o ano do surf.

Tivemos a sorte de um bom swell de sul encostar bem nesse último final de semana aqui no litoral paulista, que rendeu boas ondas. E eu tive a sorte de poder surfar no sábado quase dois metros (medindo a onda onde se surfa: na frente…), e também no domingo, que variou de um a um metro e meio. Isso foi coisa rara, um swellzão bom, alinhado, com tamanho, de sul, e no verão…

Desci na companhia de bons amigos (não todos eles, pois alguns não puderam), e surfamos boas ondas.

Mas desta vez, por mais que tivéssemos condições muito boas de surf e alguns tenham evoluído o surf, cada um do seu jeito e com seus “objetivos”, não venho escrever sobre as ondas. Novamente, venho agradecer ao que o surf me proporciona, e o poder que ele tem de transformar sentimentos, de trocar conhecimentos, histórias, segredos. De compartilhar.

Todo mundo tem problemas, tem alegrias e tristezas, mas também tem pontos de vista diferentes, formas diferentes de lidar com problemas, soluções diferentes. E quem surfa sabe do que estou falando: quando estamos no outside, esperando a série, ou quando estamos saindo da água, caminhando até o carro, ou esperando para a próxima queda, sempre estamos trocando idéia com alguém. Compartilhando situações complicadas para nós, muito pessoais e íntimas, que às vezes não vemos solução, ou que estão nos desanimando. E aí o seu brother (porque nessa hora, é irmão mesmo) fala de uma experiência dele, de um problema igual ou muito próximo, e o que ele fez para sair, para resolver. É nessa hora, que você está num tubo escuro quase fechando, que de repente a onda se abre e você vê novamente a luz, a saída.

Na minha vida, pelo menos, posso dizer que tenho poucas oportunidades tão boas de se desprender da vida material, dos preconceitos que a sociedade cria, e compartilhar a vida em busca de soluções, em busca de evoluir como ser humano para enfrentar e resolver os meus problemas.

Por isso eu digo: surf não é um esporte. Surf é pura vida, é evolução pessoal e espiritual, é satisfação, é terapia, é alegria, é troca de experiências, é diversão, é amor.

Além de tudo isso, ainda há o indescritível prazer, a inatingível sensação, de deslizar sobre a água, de correr uma parede lisinha, como se estivesse flutuando na água, subindo e descendo…

Isso, meus caros, só conhece quem surfa de alma.

É por todos esses motivos que nunca vou parar de surfar. Porque minha alma pede surf.

Aloha!

2 Responses to “A alma pede surf…”


  1. 1 Fabiano Oliveira fevereiro 2, 2012 às 11:37 pm

    S E N S A C I O N A L….
    Sem plavras… Acho que conseguiu descrever o sentimento que todos nós temos uns aos outros!

    • 2 Israel março 6, 2012 às 10:17 am

      Dificil encontrar um post tão interessante. A união de espírito com o mar…não há palavras para definir.
      Incrível como nosso esporte nos une na mesma mente, seja onde formos…
      Parabens pelo blog.


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