Archive for the 'Geral' Category

Calmaria

Se esse verão fosse como no ano passado, a alma estaria n ma calmaria quase muda, assim como está o mar por estes dias (aqui em São Paulo pelo menos)…

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Nem tudo é do jeito que queremos, na hora que queremos, na queda que queremos.

Mas o mar sempre é salgado. A essência é sempre a mesma.

Aloha e paciência, pois um dia elas voltam.

Será?

Será que em 2014 eu consigo reativar i blog, voltar a postar sobre o nosso mundo, nosso habitat, nossa alma, nosso deslizar sobre as ondas?

Vou sim. Começando o ano igual a todos:

Balanço de 2013: pouco post, mas muito surf. Muito mesmo.

Desejos para 2014: muito surf. Muito mesmo. E que todos o tenham… Claro: muitos posta sobre nossa cultura surf.

Mais sobre esse mestre da fotografia surf: instagram

Ótimo 2014 para todos, regado de muitas ondas.

Aloha.

A calmaria termina…

…em dois sentidos: o inverno chegou e teoricamente as ondas também, e a calmaria que está esse blog termina hoje também.

Estive um pouco fora do ambiente “blog” nestes últimos meses, porém, não do surf. Surfei quase todos os finais de semana, fechei duas viagens de surf para o mês que vem (El Salvador e Califórnia), então vem muito conteúdo para os leitores, que amorosamente me enviaram e-mails pedindo mais posts, dicas, sons, fotos… Então vem bastante conteúdo para as próximas semanas.

Agora a dúvida é: este inverno está bom de onda? Por enquanto, avalio que o inverno anterior estava melhor, pelo menos para mim. Mas acredito que pelo fato de não ter batido os bons swells no final de semana, estou com essa impressão. Eu e meus amigos pegamos sim mares bons nos finais de semana, mas não épicos. Acredito que os três mares clássicos que pegamos foram ainda no verão e outono. Talvez por não ter chegado o swell bem no dia do bate volta, ou por termos escolhido o pico errado, quem vai saber?

De qualquer forma, fica um clipe de um som muito bom, de uma banda muito boa, de New England (estado bem ao norte de NY), e com imagens que mexem muito comigo: surf na friaca total, com neve, amigos, fogueira, violão. Filmadas lá em New England mesmo…

Acho que minha próxima viagem será para um lugar assim, isolado, tranquilo. Para mim, o frio é introspectivo. Estar em um lugar frio, com poucos e bons, faz aprendermos mais sobre nós mesmos, sobre a natureza, sobre a beleza do mundo. Sei lá.

Assistam e comentem se quiserem:

Aloha, inverno!

Surf é simples mesmo

Acho bacana quando pequenas e simples coisas nos fazem tão feliz neste planeta, ao mesmo tempo que nos inquietam em buscar mais, em melhorar, em evoluir.

É um dos motivos pelo qual surfo: é um reflexo de uma busca por sempre mais, sempre melhor, sempre simples, sempre completo. E assim será até o fim da vida.

Não é sempre que a vida nos presenteia com o que consideramos perfeito, mas ela sempre nos dá a oportunidade de tirar o melhor proveito das maravilhas que ela nos proporciona.

Neste sábado, ontem, eu e bons amigos fomos ao Guarujá surfar, já sabendo que não teria tanta onda. E assim foi: o mar estava quase flat, porém, a formação das ondas ali em Pitangueiras, quase no Monduba, estava beirando a perfeição. Sim, pequeno e demorado, mas a formação compensou o bate-volta. Tiramos o melhor proveito do que a natureza nos ofereceu nesse dia, e posso dizer que fou um dia que me fez feliz.

Já no sábado anterior, surfamos um mar clássico em um pico “secreto” que funciona bem quando a ondulação vem de leste. E tiramos o melhor proveito que conseguimos daquelas ondas de um metro a um e meio, em pé, emparedadas, abrindo, cavadas, lindas. Para mim, foi o melhor dia de surf do ano por enquanto, assim como ontem, mesmo com condições pequenas e demoradas, foi um dos melhores dias de surf do ano. Não por que tinha onda boa, mas sim porque eu estava lá, com elementos que me fazem feliz: natureza, amigos, colegas, surf.

Porque o surf é simples, e é essa simplicidade que nos faz feliz e nos completa, e que infelizmente só entende e só entenderá quem surfa.

Aloha!

Outono, seja bem vindo

Mais uma vez quebrando as regras, esse verão foi acertado com bons swells no litoral de Sampa. Uns oito ou dez ciclos de boas ondas, e alguns até durando vários dias.

Independentemente do que tivemos em qualidade de surf, com água quente, ondas boas e com tamanho, eu tenho duas coisas a dizer sobre isso: obrigado pelo verão, foi maravilhoso, mas… Seja muito bem vindo o outono, nunca o esperei tanto quanto neste ano.

O outono para mim é a melhor estação, seguida do inverno, claro. É nela que começa a esfriar. Estive em uma fase meio conturbada, que em meio a momentos maravilhosos e cheio de alegria, amor, amizade, simultaneamente aconteceram varias transformações, difíceis, dolorosas, mas com certeza construtivas. No final do verão, rezei para que o outono chegasse logo, para esfriar um pouco esse turbilhão que se fez em minha vida. Problemas pessoais, mas comuns para qualquer ser humano, nada de extraordinário, mas nessa última semana, com esse friozinho bom que deu as caras, as coisas já começaram a esfriar, a se acalmar. E com isso, tive contato com várias coisas boas que me deram um suporte imenso para agüentar com firmeza as dificuldades, aprendendo como em dez anos nunca aprendi, sério mesmo.

O outono traz essa “calmaria energética” para mim, me sinto mais seguro e protegido, mais disposto, com mais vontade de ter mais contato comigo mesmo, com amigos, com a natureza. Isso me conforta.

Além disso, tem o surf. O surf no outono é mágico. As praias ficam mais vazias, mais limpas, mais naturais. As ondas ficam mais gostosas, mais presentes, mais surf.

Outono, seja muito bem vindo, que amanhã eu vou surfar.

Aloha.

A saga da nova prancha…

Nestas últimas semanas eu comecei uma nova busca, que também traz emoção pra qualquer surfista: uma prancha nova.

Já experimentei algumas marcas/shapers, feitas na mão, feitas na máquina, comprada pronta, mandada fazer, usada, nova… Mas a questão aqui não é falar da minha escolha, e sim de um cenário que me assustou um pouco, que é a falta de informações que os sites dos shapers/marcas sobre as pranchas. Salvo algumas marcas, e por incrível que pareça são de caras mais “artesanais”, a grande maioria apresentou sites mal feitos, com erros, com poucas informações sobre seus modelos de pranchas, fotos mal tiradas…

Enfim, é óbvio que o site do shaper, os atletas que são patrocinados, os videozinhos das pranchas, etc, não diz absolutamente nada sobre a qualidade do trabalho do shaper e de suas pranchas, mas estamos em uma época em que o consumidor busca informações antes de comprar qualquer coisa, inclusive prancha. O cara que surfa há mais tempo já conhece os grandes shapers, mas hoje, com a revolução das máquinas de shape, surge uma gama incrível de modelos de pranchas, medidas, que quem surfa quer conhecer para fazer sua escolha. E confesso que minha busca foi um tanto quanto difícil…

Achei pouquíssimas marcas/shapers brasileiros com sites bacanas, com mais informações sobre seus modelos. Busquei, mesmo após definir o shaper e prancha que eu queria, renomados shapers brasileiros, e fiquei assustado com o quão pobre são os sites dos caras… E digo pobre quando comparei com marcas/shapers australianos, americanos e havaianos, que os sites contam a história dos caras, a descrição dos modelos de pranchas, como funciona cada “feature” da prancha.

Aí, quando fui buscar minha prancha, que atrasou um pouquinho para chegar da fábrica até SP, tive mais ou menos uma hora e meia para conversar com o cara que cuidava da parte comercial, e falei justamente sobre isso tudo. O cara já tem alguns bons anos de surf e alguns bons anos de mercado, então perguntei sobre vários shapers, várias marcas, surfistas.

Conclusão: o shaper está assumindo, nos últimos anos, um novo papel no surf. Não o de fazer a prancha em si, mas sim no desenvolvimento da coisa toda – nos modelos, na performance da prancha na água, na evolução de sua arte. O shaper que não se antena, não pesquisa novidades, não arrisca, não aparece, e confia no boca a boca, está ficando para trás. É o famoso “cabeça dura”. É óbvio que um dos principais objetivos do shaper é ganhar dinheiro, e eu vejo que isso é possível mais facilmente de duas formas: ou você cria uma produção em séria linkada a uma marca comercial, ou você executa um trabalho de qualidade e divulga que assim ele é. Não que a primeira opção não traga bons resultados e também produtos de qualidade, mas eu particularmente prefiro a segunda alternativa…

Não sou nenhum profissional, e nem surfista que surfa a ponto de trocar de prancha todo mês para avaliar qualidade de prancha. Mas essa foi a impressão que tive nesta minha busca. Fica a dica para o mercado, com a visão comercial/publicitária que tenho (essa eu posso defender com mais propriedade).

E fica um registro da nova prancha, que pela primeira queda que fiz, posso afirmar que é “mágica”:

Aloha, surfers!

A alma pede surf…

E como disso no post anterior, 2012 é o ano do surf.

Tivemos a sorte de um bom swell de sul encostar bem nesse último final de semana aqui no litoral paulista, que rendeu boas ondas. E eu tive a sorte de poder surfar no sábado quase dois metros (medindo a onda onde se surfa: na frente…), e também no domingo, que variou de um a um metro e meio. Isso foi coisa rara, um swellzão bom, alinhado, com tamanho, de sul, e no verão…

Desci na companhia de bons amigos (não todos eles, pois alguns não puderam), e surfamos boas ondas.

Mas desta vez, por mais que tivéssemos condições muito boas de surf e alguns tenham evoluído o surf, cada um do seu jeito e com seus “objetivos”, não venho escrever sobre as ondas. Novamente, venho agradecer ao que o surf me proporciona, e o poder que ele tem de transformar sentimentos, de trocar conhecimentos, histórias, segredos. De compartilhar.

Todo mundo tem problemas, tem alegrias e tristezas, mas também tem pontos de vista diferentes, formas diferentes de lidar com problemas, soluções diferentes. E quem surfa sabe do que estou falando: quando estamos no outside, esperando a série, ou quando estamos saindo da água, caminhando até o carro, ou esperando para a próxima queda, sempre estamos trocando idéia com alguém. Compartilhando situações complicadas para nós, muito pessoais e íntimas, que às vezes não vemos solução, ou que estão nos desanimando. E aí o seu brother (porque nessa hora, é irmão mesmo) fala de uma experiência dele, de um problema igual ou muito próximo, e o que ele fez para sair, para resolver. É nessa hora, que você está num tubo escuro quase fechando, que de repente a onda se abre e você vê novamente a luz, a saída.

Na minha vida, pelo menos, posso dizer que tenho poucas oportunidades tão boas de se desprender da vida material, dos preconceitos que a sociedade cria, e compartilhar a vida em busca de soluções, em busca de evoluir como ser humano para enfrentar e resolver os meus problemas.

Por isso eu digo: surf não é um esporte. Surf é pura vida, é evolução pessoal e espiritual, é satisfação, é terapia, é alegria, é troca de experiências, é diversão, é amor.

Além de tudo isso, ainda há o indescritível prazer, a inatingível sensação, de deslizar sobre a água, de correr uma parede lisinha, como se estivesse flutuando na água, subindo e descendo…

Isso, meus caros, só conhece quem surfa de alma.

É por todos esses motivos que nunca vou parar de surfar. Porque minha alma pede surf.

Aloha!

2012 é ano de surf

Surf? Agora só em 2012. 2011 já acabou, e 2012 ainda não começou. Estou naquele período “flat” entre um dia de surf e o próximo, que ainda não sei quando será… Assim como boa parte dos amigos do surf.

2012 é o ano do surf. Então, agradeço a tudo que veio em 2011, tivemos muito surf de qualidade, e já agradeço antecipadamente por 2012, pois sem dúvida, será o ano do surf, do amor, da alegria, da amizade. Muitas ondas para todos!

Aloha…

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Mais um ano…

Mais um ano passando, como um swell. Posso dizer que foi um bom swell. Nunca estive com tanto trabalho, e posso afirmar que nunca surfei tanto. Não digo em frequência de surf, mas em qualidade. Embora minha vida estivesse uma ressaca de trabalho, consegui dar umas fugidas para uns bate-voltas clássicos.

Eu posso afirmar que agora conseguimos formar uma galera boa para os bate-voltas, todos conseguem de uma forma ou outra fugir desta cidade, enfrentando as “dificuldades” que a vida coloca (trabalho, compromissos familiares, “afazeres do lar”, e por aí vai…) e conciliando nossos sagrados tempos para um bate-volta.

Tivemos quedas fantásticas em uns picos conhecidos, outros nem tanto, mas o surf foi garantido, e só temos a agradecer. Claro, devo desculpas pela ausência por aqui, mas com certeza eu não abandonei o surf, só não apareci por uns meses.

Fotos do surf? Quase não tem, ninguém quer perder tempo batendo foto, sempre levamos uma câmera boa, mas neguinho só quer ficar dentro da água… Então tem alguns registros genéricos dos bate-voltas, e vale a pena olhar, pois sempre trazem boas recordações. Só quem surfa sabe, e só quem faz a barca sabe ainda mais:

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Quase todas as fotos do Raul, só as cinco últimas são minhas. 99% tiradas do celular, algumas tratadas com estes filtros que estão na moda…

TODAS retratam a essência do surf para nós.

Que 2012 seja preenchido com essa essência, e o resto é consequência.

Aloha!

A bênção do bate-volta

Não sobra tempo, mas dá tempo. Sempre é possível arrumar um tempo para surfar.

Tenho andado tão corrido com o trabalho e com outras coisas da vida que não me sobrou muito tempo para escrever por aqui, por isso o grande tempo parado. E o pior não é a falta de tempo, mas de inspiração e vontade mesmo. Em meio às preocupações da vida, a gente acaba esquecendo que a vida é para viver, e aos poucos perde o contato com o que nos faz feliz.

(Re)abri o olho para isso há um mês, quando em vários “setores” da minha vida começaram a surgir mais preocupações do que satisfações. E quando a gente se afasta do que nos traz felicidade, do que realmente somos e gostamos, começamos a deixar de ser nós mesmos, e é essa perda de identidade que choca todos a nossa volta, que começam a conhecer um novo eu, diferente, mais estressado, esquecido, distraído, nervoso. Aí tentamos fazer de tudo para deixar estas pessoas felizes, para elas se esquecerem desse cara chato. Esse é o erro: tentar corrigir a nossa distorcida imagem, e aí fazemos só o outro feliz, mas nossos problemas e preocupações continuam…

O certo, do meu ponto de vista, e que deu certo até agora, é voltar a ser quem eu era, voltar a fazer as coisas que me fazem feliz. É retomar a nossa identidade, a nossa origem. E eu acredito que a vida seja isso, uma retomada à nossa origem. Muitos enxergam a evolução e grandeza como objetivo (tecnologia, bens, poder, acúmulo de riqueza…). Eu prefiro enxergar isso como uma ferramenta para retornarmos à nossa origem, à simplicidade, ao minimalismo, pois quando eu partir desta terra, sei que são outras coisas que eu levarei comigo. Isso é evolução.

Pensei nisso nos últimos bate-volta’s que fiz. Essa é a bênção do bate-volta. É como uma meditação: uma pausa na vida material para simplesmente desfrutar do mundo, da natureza, do minimalismo. Cada um encontra a sua forma de ter um contato com a pureza desse mundo, da nossa alma e espírito. A minha forma se chama Surf, com muito orgulho, fé, e amor.

Essa é a grande meditação da minha vida.

Um registro do penúltimo bate-volta:

E graças a Deus, aparecem na minha vida pessoas que acredito pensar ou da mesma forma ou muito próximo, como o Japa, Alemão, Raul, Rodrigo, Evandro, entre muitos outros.

Agora vou dormir, pois amanhã tem bate-volta.

Aloha!