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Mais um ano…

Mais um ano passando, como um swell. Posso dizer que foi um bom swell. Nunca estive com tanto trabalho, e posso afirmar que nunca surfei tanto. Não digo em frequência de surf, mas em qualidade. Embora minha vida estivesse uma ressaca de trabalho, consegui dar umas fugidas para uns bate-voltas clássicos.

Eu posso afirmar que agora conseguimos formar uma galera boa para os bate-voltas, todos conseguem de uma forma ou outra fugir desta cidade, enfrentando as “dificuldades” que a vida coloca (trabalho, compromissos familiares, “afazeres do lar”, e por aí vai…) e conciliando nossos sagrados tempos para um bate-volta.

Tivemos quedas fantásticas em uns picos conhecidos, outros nem tanto, mas o surf foi garantido, e só temos a agradecer. Claro, devo desculpas pela ausência por aqui, mas com certeza eu não abandonei o surf, só não apareci por uns meses.

Fotos do surf? Quase não tem, ninguém quer perder tempo batendo foto, sempre levamos uma câmera boa, mas neguinho só quer ficar dentro da água… Então tem alguns registros genéricos dos bate-voltas, e vale a pena olhar, pois sempre trazem boas recordações. Só quem surfa sabe, e só quem faz a barca sabe ainda mais:

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Quase todas as fotos do Raul, só as cinco últimas são minhas. 99% tiradas do celular, algumas tratadas com estes filtros que estão na moda…

TODAS retratam a essência do surf para nós.

Que 2012 seja preenchido com essa essência, e o resto é consequência.

Aloha!

A bênção do bate-volta

Não sobra tempo, mas dá tempo. Sempre é possível arrumar um tempo para surfar.

Tenho andado tão corrido com o trabalho e com outras coisas da vida que não me sobrou muito tempo para escrever por aqui, por isso o grande tempo parado. E o pior não é a falta de tempo, mas de inspiração e vontade mesmo. Em meio às preocupações da vida, a gente acaba esquecendo que a vida é para viver, e aos poucos perde o contato com o que nos faz feliz.

(Re)abri o olho para isso há um mês, quando em vários “setores” da minha vida começaram a surgir mais preocupações do que satisfações. E quando a gente se afasta do que nos traz felicidade, do que realmente somos e gostamos, começamos a deixar de ser nós mesmos, e é essa perda de identidade que choca todos a nossa volta, que começam a conhecer um novo eu, diferente, mais estressado, esquecido, distraído, nervoso. Aí tentamos fazer de tudo para deixar estas pessoas felizes, para elas se esquecerem desse cara chato. Esse é o erro: tentar corrigir a nossa distorcida imagem, e aí fazemos só o outro feliz, mas nossos problemas e preocupações continuam…

O certo, do meu ponto de vista, e que deu certo até agora, é voltar a ser quem eu era, voltar a fazer as coisas que me fazem feliz. É retomar a nossa identidade, a nossa origem. E eu acredito que a vida seja isso, uma retomada à nossa origem. Muitos enxergam a evolução e grandeza como objetivo (tecnologia, bens, poder, acúmulo de riqueza…). Eu prefiro enxergar isso como uma ferramenta para retornarmos à nossa origem, à simplicidade, ao minimalismo, pois quando eu partir desta terra, sei que são outras coisas que eu levarei comigo. Isso é evolução.

Pensei nisso nos últimos bate-volta’s que fiz. Essa é a bênção do bate-volta. É como uma meditação: uma pausa na vida material para simplesmente desfrutar do mundo, da natureza, do minimalismo. Cada um encontra a sua forma de ter um contato com a pureza desse mundo, da nossa alma e espírito. A minha forma se chama Surf, com muito orgulho, fé, e amor.

Essa é a grande meditação da minha vida.

Um registro do penúltimo bate-volta:

E graças a Deus, aparecem na minha vida pessoas que acredito pensar ou da mesma forma ou muito próximo, como o Japa, Alemão, Raul, Rodrigo, Evandro, entre muitos outros.

Agora vou dormir, pois amanhã tem bate-volta.

Aloha!

A liberdade que a vida tem que ter

Não sei o por quê, mas de vez em quando surgem alguns pensamentos, no meio do dia, das atividades regulares da vida, que me trazem sensações semelhantes ao que sinto quando surfo.

O surf é simples, e a vida precisa ser mais simples. Às vezes nos perdemos em meio à complexidade que o sistema criou para que a vida se torne possível nas grandes cidades. Tudo hoje é baseado em processos, fluxos, senhas, regras, leis, padrões, sequências, dinheiro, e tudo isso surge para colocar ordem e criar um ambiente “amigável” e habitável para todos, com base em uma “média” do que todos querem e necessitam. E é aí que mora o problema, pois as pessoas corretas, livres, que tem noção do que é certo e errado e não prejudicam ninguém, e que nasceram e criaram um laço afetivo com outras pessoas dentro deste sistema (família, amigos…), ficam presas e limitadas de certa forma, e não consegue ser livres como querem, como precisam, como a vida tem que ser.

Restam-nos duas opções. Ou largar tudo, sistema e todos os laços afetivos criados e seguir uma vida em outro lugar, mas livre dos padrões urbanos, o que pode trazer uma vida muito melhor, mas em partes egoísta, já que deixaremos certos laços para trás, ou fazer parte do sistema, e seguir o fluxo das coisas, fazendo parte do “sistema humano de vida tradicional”, como vem sendo feito há séculos na maioria das sociedades.

Há duas opções, e a melhor é: não seguir nenhuma delas. Essa é a terceira opção, que julgo a melhor (claro, lembrando sempre que a melhor não significa ser a ideal, a perfeita). É viver fazendo parte de um sistema, de regras, de modo que o sistema acredite que você faz parte dele, e quando há possibilidade, você quebra todo o padrão, e vive da forma que achar que é certa, desde que não prejudique ninguém. E quebrar o padrão não significa se revoltar e ir contra as regras, e mostrar para todo mundo que você é diferente, revoltadinho. Significa ser livre.

O surf de certa forma é isso, você tem um padrão natural, e “criado” pelo ser humano, a seguir (ter uma prancha, estar na praia, atravessar a arrebentação…), mas você surfa do jeito que quiser, com a prancha que quiser, para o lado que quiser, nas condições que quiser, com a roupa que quiser, a hora que quiser, desde que respeite a vida do outro e não prejudique a vida de ninguém.

É complicado de explicar isso, mas a vida, para quem é realmente surfista, de alma, é mais fácil e simples para ser livre, sem ser escravo do sistema, preso por regras, e sem ser revoltadinho, quebrando as regras e prejudicando os outros.

Não concordar com um sistema não exige que você o destrua, mas se for inteligente, você dá um passo para trás e fica em uma posição que o permite observá-lo, entendê-lo, e compreender que não fazemos mais parte dele, que podemos seguir seu fluxo para ter uma harmonia social para viver, mas não viver na harmonia que o sistema criou. Aí que surge um significado maior para a vida. É como estar sentado na prancha esperando uma série.

Não deixe que o sistema te escravize a ponto de você tornar os padrões sociais como seus padrões para viver. Carros melhores, roupas de marca, coisas, coisas, coisas… Tudo isso fica quando você for.

Surf é liberdade. E a vida tem que ser livre, tem que ser amor.

Aloha!

Ukelele, de uma forma diferente: Eddie Vedder

Tudo bem que já não é mais novidade, apesar de ter sido lançado neste ano, há poucas semanas, a notícia já não é nova.

Mas como toda boa música, não tem hora para ser falada, lembrada, ouvida. O que é bom vira clássico, e o que é clássico entra para a história, e o que é história fica registrado no eterno, na alma.

Confesso que Pearl Jam sempre esteve nas minhas caixas de som, fones, som do carro, e que o CD Into The Wild (trilha do filme de mesmo nome), do Eddie Vedder, é um dos que mais escuto atualmente. Não só pela qualidade sonora, mas as letras são sensacionais, perfeitas, poéticas, e me fazem lembrar da essência do filme, que é paralela à essência do surf, da simplicidade, do básico, do que realmente tem valor na vida.

E aí descobri, através de minhas navegadas à toa pela música na internet, que o Eddie Vedder lançaria um CD só no ukulele, ou ukelele. Depois de ler, fiquei bem curioso, mas logo me esqueci… Aí o portal da Alma Surf publicou a algumas semanas que o CD logo mais seria lançado, e minha curiosidade ressurgiu. Conclusão: comprei o CD a poucos dias e não consigo parar de ouvir. Concordo que sou meio “dinossauro”, meio repetitivo quando o assunto é música, e fico ouvindo por um bom tempo a mesma coisa, mas o CD é realmente excepcional.

Não é um CD de musiquinhas havaianas, em versões no ukulele, animadinhas para trilha de filmes com dançarinas de hula-hula. Nada contra, pois também gosto disso. É que esse é diferente. O Eddie Vedder foi sensacional ao criar músicas em um instrumento extremamente simples, pequeno, unindo a característica do instrumento ao seu estilo musical, à sua voz. Tem músicas animadas, calmas, com letras que estimulam o cérebro.

Resumindo, vale a pena, e todos que gostam de boa música devem escutar e tirar suas conclusões. Não tenho dúvida que satisfará a maioria do crowd.

Uma delas para quem estiver curioso:

Escolhia Longing to Belong para postar aqui pois as imagens do clip são simples, e boas. A letra é romântica, mas com a criatividade do Eddie Vedder, são frases poéticas, analogias simples. Dá para assistir umas quatro vezes sem se cansar.

Fica a dica…

Aloha.

Fazendo um long. De madeira.

É facinho, qualquer um faz.

Mestres Greg Noll, LeRoy Grannis, Lorrin Harrison e Doc Ball esculpindo uma obra de arte:

A trilha é a melhor.

Aloha.

Novas Conexões: Facebook

Atendendo a pedidos, criei uma página para o WE SURF! no Facebook. Agora é clicar em “curtir” e receber as atualizações no seu mural: WE SURF! no Face.

Para quem usa twitter, também é só seguir: WE SURF! no twitter.

Confesso que não sou expert em mídias sociais para trabalhá-las com todas as ferramentas que elas oferecem, mas não podemos fechar os olhos às novas tecnologias. Já que elas estão aí, vamos usar da melhor e mais produtiva forma possível.

No surf é igual: tow in, SUP, surf subaquático, câmeras GoPro, epoxi… Várias tecnologias novas nos últimos anos, e se usadas corretamente, ajudam muito o surf. Se usadas em excesso ou sem critérios, não sabemos onde vai parar.

As tecnologias podem (e devem) ser novas, mas a essência tem que ser a mesma.

É isso.

Pete Murray no Festivalma

Eu conhecia o som do Pete Murray, mas confesso que conhecia muito pouco, umas 6 ou 7 músicas. Porém, ao vivo, tudo que é bom não precisa ser de fato “conhecido” para ser bom. E às vezes é até melhor, pois a surpresa do “que som será que vem em seguida, será que é bom?” é sensacional se o músico é bom.

Pete Murray fez um showzão, animal. Estava lotado, mas não abarrotado, foi mais gostoso ver o show.

Tive a chance de conhecer o cara, o baterista e o guitarrista, logo após o show, e num bate-papo bem rápido, se demonstraram muito felizes com o Brasil, com o público, e ficaram surpresos em como todos conheciam suas músicas e curtiam o som. Chamou até uns e umas para subirem ao palco com ele. Com certeza vou comprar uns CDzinhos deles para agradar meus ouvidos, mente e alma.

Algumas fotos do show, e também da exposição de fotos e artes do Festivalma, que como sempre, estavam sensacionais:

Fora o Festival e músicos sensacionais, tive a honra de bater um papo com o Romeu Andreatta, publisher da Alma Surf e idealizador do Festivalma. Enquanto no backstage todos estavam na euforia de dar atenção ao Pete Murray e banda, eu comecei a puxar assunto com o Romeu sem esperança de que fosse render muita coisa, já que era final de noite, todos cansados, querendo ir embora. Pela minha surpresa, conversamos alguns bons minutos sobre o Festivalma, sobre a correria que ele está neste ano intenso de trabalho (o cara trabalha demais…), sobre família. Faltou falar sobre surf, mas acho que é um assunto que deve ser tão clichê para ele, apesar de amarmos isso, que acho que por isso que o papo rendeu… É uma grande pessoa, um grande surfista. De alma.

Toda a galera da Alma Surf foi extremamente receptiva, estão de parabéns por mais um Festivalma animal. Canso de dizer, mas vale repetir para ver se isso muda no Brasil: temos tão poucos festivais de surf que temos que valorizar os poucos e bons que temos. Aliás, o Festivalma acaba compensando a falta geral…

Parabéns à Alma Surf e a todos que fizeram o festival acontecer.

Agora é hora de descansar, pois amanhã, amanhã sim… o swell vai entrar. Dá uma olhada na previsão para o litoral norte de SP. Bate-volta para fechar a semana com muito surf.

Aloha.

Primeiro dia de Festivalma: Mat e Donavon

Clássico. E é como no surf: difícil dizer qual foi o melhor dia de surf da sua vida, assim como é difícil dizer qual foi o melhor Festivalma. Como no surf, a definição é a mesma: não existe um dia melhor de surf, e sim um dia bom de surf. Não existe um Festivalma melhor do que outro, mas sim existe um Festivalma, todo ano.

Sempre bom, sempre com bandas boas, que retratam o surf através da música, da arte, da cultura e da amizade. Sempre encontro bons e velhos conhecidos por lá, e hoje (leia-se ontem, quinta-feira) não foi diferente: vários amigos.

A pista de skate estava animal, sempre evoluindo a cada ano.

Os shows, sem palavras também. Mat McHugh mandou muito bem, só ele e o Felipe, gaitista de Floripa, já citado por aqui anteriormente… Mat usou o apoio de um computador também, comprovando que dá sim pra usar a tecnologia de forma inteligente na música, com ritmo, som decente. Felipe destruiu na gaita, de primeira mesmo. Tocaram algumas da carreira solo do Mat e as boas do The Beautiful Girls, que me lembraram uns bons dias de surf.

Donavon Frankenreiter dispensa comentários. Acho que além do som, que só evolui com o tempo, o que é extremamente difícil quando o assunto é música, o estilão do Donavon é totalmente diferente dos outros caras da tal surf music, pois mescla o surf, o retrô, o rock’n’roll, o largado, o arrumado, o estiloso, o família (já que sempre defende a bandeira de que tem uma esposa e filhos, e sempre dedica músicas a eles em seus shows), o hippie, o hipe, o cool, o diferente. Tudo isso o faz diferente. Mescla vários estilos de música e vários instrumentos, por isso é diferente, e um dos melhores nesse meio.

Algumas fotos de hoje para a galera:

Pontos negativos do Festivalma? Sim, sempre tem. E neste ano: fumantes. Não se preocupam com os outros, fumam mesmo, dentro do evento, ao lado de quem não fuma. Não entendo como há surfista que fuma… Já se foi o tempo em que fumar era sinal de cool, de “descoladão”. Hoje é sinônimo de idiota (opinião pessoal, claro, e me perdoem os fumantes). Talvez estes fumantes que estavam no Festivalma não sejam surfistas de alma, talvez não entendam a cultura surf como um todo, que preza a igualdade, saúde, e respeito. Só um desabafo, que não tem absolutamente nada a ver com a organização do festival, nem com o surf, só com quem fuma. Espero que mudem um dia. Porque surf é vida, é alma.

E amanhã tem mais com Pete Murray. Claro, postarei em seguida com uma breve análise de um surfista. De alma.

Aloha.

Pete Murray: som para relaxar

Tudo bem, não é novidade para quem já surfa há algum tempo, pois deve ter ouvido em algum filme. Ou então já conhece por indicação de outros surfistas, ou até mesmo por indicação de outros grandes músicos, por ver aqui no mundo cibernético em sites como My Space, Facebook, YouTube…

Mas vale a dica: para um som para relaxar, é Pete Murray. Claro, tem suas músicas animadas, mas prefiro as mais tranquilas. Boas para ouvir num fim de noite, num dia frio, após um fim de semana de surf.

E vale outra dica, igual ou melhor à anterior: confirmado dia 27/05 (atenção, esta é a nova data de seu show!) aqui em Sampa, no Festivalma. São tão raros os eventos descentes de surf aqui no Brasil que é até sacanagem não marcar presença, ainda mais no Festivalma. Sou suspeito para falar, pois sempre encontro alguém que é importante para o surf, e de alguma forma para mim. No ano passado encontrei grandes “conhecidos” (fico com medo de chamá-los de amigos, já que alguns eu encontro somente nestes grandes eventos ou aqui no mundo virtual), como o Felipe Siebert (Siebert Surfboards), o Aranha (e-boards), Bernardo (planejador, surfista e pensador meio xarope), Raul (companheiro nos bate-volta’s nos horários e condições climáticas mais loucas possíveis), entre vários outros…

Voltando ao motivo deste post, encontrei no começo desta semana um bom vídeo do Pete Murray tocando uma música sua com o John Mayer (a quem não gosta: sim, John Mayer é muito bom, quem toca/canta sabe). Acho que uniu muito bem uma boa e suave melodia, uma voz tranquila, uma voz ácida, e uma Fender Stratocaster… confesso, sou adepto das Gibson Les Paul, que para mim tem um som muito superior a uma Fender Stratocaster – é gosto pessoal – mas uma boa guitarra em boas mãos sempre dá um som perfeito. P. Murray acertou na escolha da música e do companheiro de palco. Veja aí que fica mais fácil de entender do que esta zona de palavras minhas…:

Aloha e até o Festivalma, para quem estiver lá.

Bob Marley: manifesto consciente

Sim, Bob Marley é o pai do reggae. Pode não ter sido o primeiro, e não é o único regueiro bom que existe, mas é o pai do reggae por como ele conduziu a coisa toda, transformando sua mensagem em mantras eternos, assim como grandes ícones da humanidade.

Agora eu tenho um manifesto. Consciente e que considero justo. Assim como defendo que é uma tremenda ignorância, estupidez e burrice achar que todo surfista é maconheiro, defendo que é tremenda ignorância, estupidez e burrice gostar de Bob Marley só porque é maconheiro e o Bob também fumava. Tremenda burrice… Acredito que isso aconteça pois boa parte das pessoas não sabem da real história de Bob Marley, não conhecem sua luta, sua vida, e todo o movimento de indignação que ele fez surgir em um país pobre, com um governo explorador e falido. Foi um guerreiro que usou a música, a filosofia e a paz para transmitir sua mensagem.

E sua filosofia pregava a igualdade, a paz, o amor, e o uso da maconha estava inserido em sua filosofia (ou religião?), era apenas uma parte dela. O problema é que tem muita gente que usa essas pulserinhas verde, amarelo e vermelho, que usa estas camisetas com uma foto do Bob e uma folhona de maconha, e claro, fumam maconha, denegrindo a imagem do cara, transformando um grande mestre, filósofo e músico em um simples negro de dreads defensor do uso da maconha. Pura burrice dos dois lados, de quem faz isso e de quem acredita nisso.

É a mesma coisa no surf. Muito surfista é maconheiro, e muito maconheiro é surfista. Assim como muito estilista de moda é gay, muito policial é corrupto, muito funcionário público trabalha menos do que deveria, muito pagode não presta… A lista é grande. Agora generalizar um grupo por causa da maioria é burrice, como todo preconceito.

Não sou contra o uso da maconha, e nem de nenhuma bebida, droga, vício. Sou contra a falta de consciência. Tudo na vida tem um resultado. Tenha consciência do resultado que terá ao fazer qualquer coisa. Livre arbítrio existe e é um direito de qualquer ser vivo.

Está é a mensagem que deixo nestes 30 anos sem Bob Marley. Consciência na análise e julgamento de tudo. E uma mensagem de Bob, que acho fantástica e que resume parte de sua filosofia e luta:

Até que a filosofia que sustenta uma raça
Superior e outra inferior,
Seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada
Havera guerra, eu digo guerra.
Curtam aí:
E para quem curte um reggae com um ritmo semelhante ao Bob, algumas dicas abaixo. Concordo, é difícil atingir o grande mestra, mas tem coisa boa na mesma linha. Confiram…:
The Aggrolites, uma banda de L.A. se não me engano, com um reggae bem animado, alegre, pra cima:
Ben Harper. Esse dispensa comentários, músico multi ritmos, que acerta o ritmo que quer fazer sempre. A mensagem deste reggae também chega muito perto do que Bob defendia:
Bob, descanse em paz, longe dos julgamentos errados que fazem de sua história.
Bob Marley, por Vincent A., extraída da página oficial do Bob Marley no Facebook.
Aloha.