Posts Tagged 'alma surf'

Ukelele, de uma forma diferente: Eddie Vedder

Tudo bem que já não é mais novidade, apesar de ter sido lançado neste ano, há poucas semanas, a notícia já não é nova.

Mas como toda boa música, não tem hora para ser falada, lembrada, ouvida. O que é bom vira clássico, e o que é clássico entra para a história, e o que é história fica registrado no eterno, na alma.

Confesso que Pearl Jam sempre esteve nas minhas caixas de som, fones, som do carro, e que o CD Into The Wild (trilha do filme de mesmo nome), do Eddie Vedder, é um dos que mais escuto atualmente. Não só pela qualidade sonora, mas as letras são sensacionais, perfeitas, poéticas, e me fazem lembrar da essência do filme, que é paralela à essência do surf, da simplicidade, do básico, do que realmente tem valor na vida.

E aí descobri, através de minhas navegadas à toa pela música na internet, que o Eddie Vedder lançaria um CD só no ukulele, ou ukelele. Depois de ler, fiquei bem curioso, mas logo me esqueci… Aí o portal da Alma Surf publicou a algumas semanas que o CD logo mais seria lançado, e minha curiosidade ressurgiu. Conclusão: comprei o CD a poucos dias e não consigo parar de ouvir. Concordo que sou meio “dinossauro”, meio repetitivo quando o assunto é música, e fico ouvindo por um bom tempo a mesma coisa, mas o CD é realmente excepcional.

Não é um CD de musiquinhas havaianas, em versões no ukulele, animadinhas para trilha de filmes com dançarinas de hula-hula. Nada contra, pois também gosto disso. É que esse é diferente. O Eddie Vedder foi sensacional ao criar músicas em um instrumento extremamente simples, pequeno, unindo a característica do instrumento ao seu estilo musical, à sua voz. Tem músicas animadas, calmas, com letras que estimulam o cérebro.

Resumindo, vale a pena, e todos que gostam de boa música devem escutar e tirar suas conclusões. Não tenho dúvida que satisfará a maioria do crowd.

Uma delas para quem estiver curioso:

Escolhia Longing to Belong para postar aqui pois as imagens do clip são simples, e boas. A letra é romântica, mas com a criatividade do Eddie Vedder, são frases poéticas, analogias simples. Dá para assistir umas quatro vezes sem se cansar.

Fica a dica…

Aloha.

Anúncios

Pete Murray no Festivalma

Eu conhecia o som do Pete Murray, mas confesso que conhecia muito pouco, umas 6 ou 7 músicas. Porém, ao vivo, tudo que é bom não precisa ser de fato “conhecido” para ser bom. E às vezes é até melhor, pois a surpresa do “que som será que vem em seguida, será que é bom?” é sensacional se o músico é bom.

Pete Murray fez um showzão, animal. Estava lotado, mas não abarrotado, foi mais gostoso ver o show.

Tive a chance de conhecer o cara, o baterista e o guitarrista, logo após o show, e num bate-papo bem rápido, se demonstraram muito felizes com o Brasil, com o público, e ficaram surpresos em como todos conheciam suas músicas e curtiam o som. Chamou até uns e umas para subirem ao palco com ele. Com certeza vou comprar uns CDzinhos deles para agradar meus ouvidos, mente e alma.

Algumas fotos do show, e também da exposição de fotos e artes do Festivalma, que como sempre, estavam sensacionais:

Fora o Festival e músicos sensacionais, tive a honra de bater um papo com o Romeu Andreatta, publisher da Alma Surf e idealizador do Festivalma. Enquanto no backstage todos estavam na euforia de dar atenção ao Pete Murray e banda, eu comecei a puxar assunto com o Romeu sem esperança de que fosse render muita coisa, já que era final de noite, todos cansados, querendo ir embora. Pela minha surpresa, conversamos alguns bons minutos sobre o Festivalma, sobre a correria que ele está neste ano intenso de trabalho (o cara trabalha demais…), sobre família. Faltou falar sobre surf, mas acho que é um assunto que deve ser tão clichê para ele, apesar de amarmos isso, que acho que por isso que o papo rendeu… É uma grande pessoa, um grande surfista. De alma.

Toda a galera da Alma Surf foi extremamente receptiva, estão de parabéns por mais um Festivalma animal. Canso de dizer, mas vale repetir para ver se isso muda no Brasil: temos tão poucos festivais de surf que temos que valorizar os poucos e bons que temos. Aliás, o Festivalma acaba compensando a falta geral…

Parabéns à Alma Surf e a todos que fizeram o festival acontecer.

Agora é hora de descansar, pois amanhã, amanhã sim… o swell vai entrar. Dá uma olhada na previsão para o litoral norte de SP. Bate-volta para fechar a semana com muito surf.

Aloha.

Primeiro dia de Festivalma: Mat e Donavon

Clássico. E é como no surf: difícil dizer qual foi o melhor dia de surf da sua vida, assim como é difícil dizer qual foi o melhor Festivalma. Como no surf, a definição é a mesma: não existe um dia melhor de surf, e sim um dia bom de surf. Não existe um Festivalma melhor do que outro, mas sim existe um Festivalma, todo ano.

Sempre bom, sempre com bandas boas, que retratam o surf através da música, da arte, da cultura e da amizade. Sempre encontro bons e velhos conhecidos por lá, e hoje (leia-se ontem, quinta-feira) não foi diferente: vários amigos.

A pista de skate estava animal, sempre evoluindo a cada ano.

Os shows, sem palavras também. Mat McHugh mandou muito bem, só ele e o Felipe, gaitista de Floripa, já citado por aqui anteriormente… Mat usou o apoio de um computador também, comprovando que dá sim pra usar a tecnologia de forma inteligente na música, com ritmo, som decente. Felipe destruiu na gaita, de primeira mesmo. Tocaram algumas da carreira solo do Mat e as boas do The Beautiful Girls, que me lembraram uns bons dias de surf.

Donavon Frankenreiter dispensa comentários. Acho que além do som, que só evolui com o tempo, o que é extremamente difícil quando o assunto é música, o estilão do Donavon é totalmente diferente dos outros caras da tal surf music, pois mescla o surf, o retrô, o rock’n’roll, o largado, o arrumado, o estiloso, o família (já que sempre defende a bandeira de que tem uma esposa e filhos, e sempre dedica músicas a eles em seus shows), o hippie, o hipe, o cool, o diferente. Tudo isso o faz diferente. Mescla vários estilos de música e vários instrumentos, por isso é diferente, e um dos melhores nesse meio.

Algumas fotos de hoje para a galera:

Pontos negativos do Festivalma? Sim, sempre tem. E neste ano: fumantes. Não se preocupam com os outros, fumam mesmo, dentro do evento, ao lado de quem não fuma. Não entendo como há surfista que fuma… Já se foi o tempo em que fumar era sinal de cool, de “descoladão”. Hoje é sinônimo de idiota (opinião pessoal, claro, e me perdoem os fumantes). Talvez estes fumantes que estavam no Festivalma não sejam surfistas de alma, talvez não entendam a cultura surf como um todo, que preza a igualdade, saúde, e respeito. Só um desabafo, que não tem absolutamente nada a ver com a organização do festival, nem com o surf, só com quem fuma. Espero que mudem um dia. Porque surf é vida, é alma.

E amanhã tem mais com Pete Murray. Claro, postarei em seguida com uma breve análise de um surfista. De alma.

Aloha.

John Butler Trio: vídeo do Festivalma 2010

Para quem está acompanhando o portal da Alma Surf, o Almasurf.com, já deve ter visto o vídeo do John Butler Trio tocando no Festivalma.

Quem não viu, checa lá que vale a pena: http://www.almasurf.com.br/noticias.php?id=339&canal=45

E já que eles gostaram do Brasil, poderiam voltar todo ano, ein… Show bom que não dá para perder.

No Almasurf.com saíram boas fotos também: http://www.almasurf.com/noticias.php?id=338&canal=6

Aloha!

John Butler Trio no Festivalma 2010

E mais um Festivalma se acaba… agora só no ano que vem. Não consegui ir no último dia de Festivalma, mas achedito que os dois anteriores já tenham valido, e muito.

Na sexta-feira, John Butler Trio tocou, e foi simplesmente animal. Na minha opinião, arrisco dizer que o show foi mais impressionante do que o do The Beautiful Girls, do ano passado. O John Butler tocou muito. Para quem toca violão, vale dar uma conferida nos vídeos dos caras no Youtube. Sensacional.

E o melhor: é ótimo estar em um lugar onde pessoas conhecem a banda, as músicas, cantam juntas, empolgadas, felizes por ouvir uma banda muito boa, que posso afirmar que boa parte das “pessoas normais”, que não vivem neste universo, possam se quer imaginar que esta banda exista. Isso é o tal espírito do surf, que une pessoas que não se conhecem, mas que curtem a mesma coisa.

Neste Festivalma pude encontrar velhos amigos, e colegas deste mesmo universo, como o Felipe. Bati um papo rápido com o Jon Swift (da Melali Band), que estava passeando pela Bienal, falando sobre suas músicas, que foram trilhas de divesos filmes de surf mais recentes… Pude conhecer também novos amantes do surf, como o Daniel Aranha, que está fazendo um trabalho animal na parte de insumos ecologicamente corretos para fabricação de pranchas (blocos, resinas, quilhas…), que renderão bons posts durante este mês…

Para quem perdeu e quiser saber como foi, talvez algumas fotos possam ajudar, mas nada como estar lá:

Agora vamos esperar mais um ano para ver o que teremos, já que infelizmente não temos no Brasil grandes eventos, encontros, em que é possível reunir a cultura surf de uma forma agradável, com pessoas agradáveis, grandes nomes deste mundo, e o mais importante, as pessoas que tornam o surf melhor, os praticantes e fabricantes desta cultura.

Aloha!

Primeiro dia de Festivalma

Caros leitores, acabo de voltar para casa após o primeiro dia de Festivalma. Na verdade, provavelmente ainda está rolando! Falcão e os Loucomotivos devem estar no palco agora, ou então acabaram de acabar o show. Como amanhã levanto cedão, não deu para segurar e abri mão, com muito esforço, do último show…

Consegui ver o show completo da Melali Band, com Rob Machado, Todd Hannigan, Jon Swift, entre outros… Posso afirmar que a qualidade da música é muito boa, o Todd e o Jon tocam muitíssimo bem, sem palavras. O Rob traz o felling do surf para a música, além do estilão que agora é referência no mundo surf. E eu acho isso bom, melhor o freesurf do que o estereótipo de bonzão, que surfa ondas grandes, que ganha campeonatos, que pega todas as minas por aí. Gostei do som.

A exposição está muito bacana, se você surfa, vai gostar. Se não surfa, é uma boa oportunidade para conhecer este mundo e quem sabe até começar a fazer parte. Porque não tem hora, nem sexo e nem idade para isso, veja só a prova:

A mãe, que estava sentada logo atrás, estava toda orgulhosa de ver a filhinha dançando na beira do palco ao som de Rob Machado e sua banda. Senti um pouco de inveja, mas tomei como referência para lembrar disso quando meus filhos nascerem… E tinha um monte de moleque, a criançada fazia a farra no festival, pedindo adesivo, tirando foto com alguns ícones do surf, como o grande Taiu Bueno.

E veja só que bacana o “carimbo” registrado do Rob – sua cabeleira:

Algumas fotos das exposições e do show:

Fora a energia, encontrei grandes amigos, colegas de trabalhos antigos, gente que eu não via faz tempo! Grande abraço para o Daniel, surfista de peito, agora com um long também.

Surf é e sempre será alegria!

Aloha, e até amanhã para quem for…

E o Festivalma 2010 está quase aí…

…e se eu fosse vocês, não perderia nem a pau. “Esteja lá ou seja um idiota”, disse o próprio John Butler que falou isso.

E não dá para perder. O som do John Butler Trio dispensa mais comentários.

Presença de Rob Machado e sua banda. Esse talvez seja um dos caras mais falados no mundo surf, pois resgatou um pouco da essência do soul surf, sem compromisso.

E hoje mesmo fiquei sabendo que o Felipe Siebert estará com algumas pranchas e skates expostos no Festivalma. Já falei do trabalho dele aqui algumas vezes, e até já comprei um de seus skates, que por sinal são muito bons, suaves de andar. Algumas fotos do trabalho:

E olha só: os skates expostos serão vendidos durante o Festivalma! É só falar com o Felipe por lá, negociar, e aí retira no final do festival… Fica aí a dica.

Quem quiser tentar a sorte, pode conseguir alguns pares de ingressos via twitter do Festivalma, todos os dias rolam algumas promoções: http://twitter.com/festivalma

Aloha, e nos vemos por lá!