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Calmaria

Se esse verão fosse como no ano passado, a alma estaria n ma calmaria quase muda, assim como está o mar por estes dias (aqui em São Paulo pelo menos)…

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Nem tudo é do jeito que queremos, na hora que queremos, na queda que queremos.

Mas o mar sempre é salgado. A essência é sempre a mesma.

Aloha e paciência, pois um dia elas voltam.

Será?

Será que em 2014 eu consigo reativar i blog, voltar a postar sobre o nosso mundo, nosso habitat, nossa alma, nosso deslizar sobre as ondas?

Vou sim. Começando o ano igual a todos:

Balanço de 2013: pouco post, mas muito surf. Muito mesmo.

Desejos para 2014: muito surf. Muito mesmo. E que todos o tenham… Claro: muitos posta sobre nossa cultura surf.

Mais sobre esse mestre da fotografia surf: instagram

Ótimo 2014 para todos, regado de muitas ondas.

Aloha.

Soldiers of Jah Army – Diferente, no mínimo…

…diferente porque é novo, e geralmente música nova não tem o costume de sair tão boa quanto as antigas. Ainda mais quando o assunto é reggae. Não estou dizendo que todo reggae novo é ruim, mas que a proporção das boas em relação às que fogem um pouco do que é o ritmo é bem maior.

Fica a dica para vocês conhecerem a banda S.O.J.A. (Soldiers Of Jah Army), que pelo pouquíssimo que ouvi, já me impressionou bem mais do que outras que ouvi bem mais para ser impressionado.

Essa aqui tem a participação do Falcão, d’O Rappa:

É sempre bom descobrir um novo som bom, ein?

Aloha, jow’s!

Surf é simples mesmo

Acho bacana quando pequenas e simples coisas nos fazem tão feliz neste planeta, ao mesmo tempo que nos inquietam em buscar mais, em melhorar, em evoluir.

É um dos motivos pelo qual surfo: é um reflexo de uma busca por sempre mais, sempre melhor, sempre simples, sempre completo. E assim será até o fim da vida.

Não é sempre que a vida nos presenteia com o que consideramos perfeito, mas ela sempre nos dá a oportunidade de tirar o melhor proveito das maravilhas que ela nos proporciona.

Neste sábado, ontem, eu e bons amigos fomos ao Guarujá surfar, já sabendo que não teria tanta onda. E assim foi: o mar estava quase flat, porém, a formação das ondas ali em Pitangueiras, quase no Monduba, estava beirando a perfeição. Sim, pequeno e demorado, mas a formação compensou o bate-volta. Tiramos o melhor proveito do que a natureza nos ofereceu nesse dia, e posso dizer que fou um dia que me fez feliz.

Já no sábado anterior, surfamos um mar clássico em um pico “secreto” que funciona bem quando a ondulação vem de leste. E tiramos o melhor proveito que conseguimos daquelas ondas de um metro a um e meio, em pé, emparedadas, abrindo, cavadas, lindas. Para mim, foi o melhor dia de surf do ano por enquanto, assim como ontem, mesmo com condições pequenas e demoradas, foi um dos melhores dias de surf do ano. Não por que tinha onda boa, mas sim porque eu estava lá, com elementos que me fazem feliz: natureza, amigos, colegas, surf.

Porque o surf é simples, e é essa simplicidade que nos faz feliz e nos completa, e que infelizmente só entende e só entenderá quem surfa.

Aloha!

Técnica vs. Estilo

Eu vejo muito isso na música: algumas apresentam muita técnica, outras uma melodia bem criada, umas surpreendem pela letra bem feita, algumas são sem graça e não deveriam nem ser chamadas de músicas. Mas para mim, o que mais faz uma música ser boa ou não é a criatividade e o estilo que ela apresenta. E claro, o gosto pessoal. Eu gosto de música boa, que me diverte e que alimenta minha alma.

Bom, e o que isso tem a ver com surf? Muita coisa. Tem nego dando aéreo feio pra caramba que nem parece surf, tem big rider que precisa de uma técnica afiada para não morrer embaixo da água numa vaca, tem surfistas old school ou da velha guarda apavorando no estilo, tem freesurfers mostrando que surfam porque aquilo faz parte da vida, da alma. Tem de tudo, e claro, reflete o que o cara quer com a coisa, se quer ganhar baterias, se quer ser referência, se quer só se divertir. Eu gosto de surfar para me divertir e alimentar minha alma.

Bom, e o que isso tem a ver com esse vídeo de skate que eu coloquei aí embaixo? Sei lá, pois eu não ando de skate bem, apenas para me divertir muito de vez em quando. Mas o vídeo é legal, pois dá pra ver que o cara se diverte e alimenta a alma dele! E me diverti vendo o vídeo.

O que o cara apresentou mais: técnica ou estilo? Meu voto é para a criatividade. Usou os dois, se divertiu, e acredito que alimentou a alma.

Richie Jackson, abusando na “técnica do estilo”.

Aloha, street surfers.

Outono, seja bem vindo

Mais uma vez quebrando as regras, esse verão foi acertado com bons swells no litoral de Sampa. Uns oito ou dez ciclos de boas ondas, e alguns até durando vários dias.

Independentemente do que tivemos em qualidade de surf, com água quente, ondas boas e com tamanho, eu tenho duas coisas a dizer sobre isso: obrigado pelo verão, foi maravilhoso, mas… Seja muito bem vindo o outono, nunca o esperei tanto quanto neste ano.

O outono para mim é a melhor estação, seguida do inverno, claro. É nela que começa a esfriar. Estive em uma fase meio conturbada, que em meio a momentos maravilhosos e cheio de alegria, amor, amizade, simultaneamente aconteceram varias transformações, difíceis, dolorosas, mas com certeza construtivas. No final do verão, rezei para que o outono chegasse logo, para esfriar um pouco esse turbilhão que se fez em minha vida. Problemas pessoais, mas comuns para qualquer ser humano, nada de extraordinário, mas nessa última semana, com esse friozinho bom que deu as caras, as coisas já começaram a esfriar, a se acalmar. E com isso, tive contato com várias coisas boas que me deram um suporte imenso para agüentar com firmeza as dificuldades, aprendendo como em dez anos nunca aprendi, sério mesmo.

O outono traz essa “calmaria energética” para mim, me sinto mais seguro e protegido, mais disposto, com mais vontade de ter mais contato comigo mesmo, com amigos, com a natureza. Isso me conforta.

Além disso, tem o surf. O surf no outono é mágico. As praias ficam mais vazias, mais limpas, mais naturais. As ondas ficam mais gostosas, mais presentes, mais surf.

Outono, seja muito bem vindo, que amanhã eu vou surfar.

Aloha.

A saga da nova prancha…

Nestas últimas semanas eu comecei uma nova busca, que também traz emoção pra qualquer surfista: uma prancha nova.

Já experimentei algumas marcas/shapers, feitas na mão, feitas na máquina, comprada pronta, mandada fazer, usada, nova… Mas a questão aqui não é falar da minha escolha, e sim de um cenário que me assustou um pouco, que é a falta de informações que os sites dos shapers/marcas sobre as pranchas. Salvo algumas marcas, e por incrível que pareça são de caras mais “artesanais”, a grande maioria apresentou sites mal feitos, com erros, com poucas informações sobre seus modelos de pranchas, fotos mal tiradas…

Enfim, é óbvio que o site do shaper, os atletas que são patrocinados, os videozinhos das pranchas, etc, não diz absolutamente nada sobre a qualidade do trabalho do shaper e de suas pranchas, mas estamos em uma época em que o consumidor busca informações antes de comprar qualquer coisa, inclusive prancha. O cara que surfa há mais tempo já conhece os grandes shapers, mas hoje, com a revolução das máquinas de shape, surge uma gama incrível de modelos de pranchas, medidas, que quem surfa quer conhecer para fazer sua escolha. E confesso que minha busca foi um tanto quanto difícil…

Achei pouquíssimas marcas/shapers brasileiros com sites bacanas, com mais informações sobre seus modelos. Busquei, mesmo após definir o shaper e prancha que eu queria, renomados shapers brasileiros, e fiquei assustado com o quão pobre são os sites dos caras… E digo pobre quando comparei com marcas/shapers australianos, americanos e havaianos, que os sites contam a história dos caras, a descrição dos modelos de pranchas, como funciona cada “feature” da prancha.

Aí, quando fui buscar minha prancha, que atrasou um pouquinho para chegar da fábrica até SP, tive mais ou menos uma hora e meia para conversar com o cara que cuidava da parte comercial, e falei justamente sobre isso tudo. O cara já tem alguns bons anos de surf e alguns bons anos de mercado, então perguntei sobre vários shapers, várias marcas, surfistas.

Conclusão: o shaper está assumindo, nos últimos anos, um novo papel no surf. Não o de fazer a prancha em si, mas sim no desenvolvimento da coisa toda – nos modelos, na performance da prancha na água, na evolução de sua arte. O shaper que não se antena, não pesquisa novidades, não arrisca, não aparece, e confia no boca a boca, está ficando para trás. É o famoso “cabeça dura”. É óbvio que um dos principais objetivos do shaper é ganhar dinheiro, e eu vejo que isso é possível mais facilmente de duas formas: ou você cria uma produção em séria linkada a uma marca comercial, ou você executa um trabalho de qualidade e divulga que assim ele é. Não que a primeira opção não traga bons resultados e também produtos de qualidade, mas eu particularmente prefiro a segunda alternativa…

Não sou nenhum profissional, e nem surfista que surfa a ponto de trocar de prancha todo mês para avaliar qualidade de prancha. Mas essa foi a impressão que tive nesta minha busca. Fica a dica para o mercado, com a visão comercial/publicitária que tenho (essa eu posso defender com mais propriedade).

E fica um registro da nova prancha, que pela primeira queda que fiz, posso afirmar que é “mágica”:

Aloha, surfers!