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Surf Music de primeira

Muito se discute sobre surf music, sobre o que é, quem faz, quais estilos são surf music…

A real é a seguinte: não existe alguém que faça surf music, pois isso não é um gênero, um ritmo específico. Acho que surf music é toda e qualquer música que te remeta ao sentimento de estar surfando. Ou de estar próximo a este momento, antes e depois. Pode ser um punk rock, como uma bossa nova. Por que não?

Muitas das pessoas “regulares” que entram no meu carro para ir a algum lugar fazem comentários semelhantes: lá vem o Renato com as músicas dele, que ninguém conhece… quem é esse cara? Que ritmo é isso? É surf music?

E aí conto a história de cada um que está tocando na hora. É até legal isso, mas cheguei à seguinte conclusão: algumas trilhas que me remetem ao surf são feitas para escutar no fone, sem ninguém ouvindo. Porque o sentimento que aquilo me traz é único, é exclusivo. Como uma onda surfada, que só você entende, e no máximo seus camaradas do surf vão entender. A música é assim, deve ser escutada unicamente, e compartilhada com quem vai entender o significado dela para você: quem é surfista de alma.

Agora, se estou escutando “meus sons” no carro e entra alguém, troco o CD e coloco um Jack Johnson, umas coletâneas de rock anos 70/80/90, de Led Zeppelin a Foo Fighters, e fica tudo certo. Não é ser egoísta, é ter privacidade. É a mesma coisa de você chegar em algum lugar com um livro em inglês, só para mostrar que fala bem, que lê em inglês. Não preciso mostrar que escuto coisas diferentes aos meus amigos, colegas. Compartilho apenas com quem eu sei que dará o devido valor e respeito a isso, amigos que surfam, amigos que tocam, amigos que apreciam música e buscam novidades sempre.

E como, sei lá por que, estou aqui falando disso, no primeiro post de 2011, aí vão algumas recentes descobertas que fiz no mundo da música para vocês, que acredito serem surfistas, ou meros apreciadores desta maravilha:

Adam Miller: violonista, ou guitarrista, lá da Austrália, que descobri por acaso ao pesquisar sobre os violões da marca Cole Clark, australiana. Som bem maneiro, bem animado e que mexe com os pensamentos.

http://www.adammiller.com.au/

http://www.myspace.com/adammillerguitar

Asa Broomhall: também da Austrália, que descobri ao escutar alguns artistas que tocarão em um festival de Blues na Austrália. Som bem bacana, com uma pitada de som antigo, mas com uma qualidade tremenda.

O Adam e o Asa tem um som bem bacana. Acho que é o tempero australiano, que também está presente nos sons do The Beautiful Girls, John Buttler Trio…

http://www.myspace.com/asabroomhall

Marc B.: esse acho que é da Califórnia, descobri junto com o Adam Miller. Sonzinho mais “pop-praia”, meio Sublime. Mas é bacana…

http://www.marcbmusic.com/

http://www.myspace.com/marcbmusic

Neste vídeo mostra o Marc B. e o Adam Miller em uma jam, muito bacana:

Fica aí a dica, para quem quer ouvir um som diferente do que toca por aí.

Aloha!

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John Butler Trio no Festivalma 2010

Se você ainda está em dúvidas se vai ou não no Festivalma 2010, se vale a pena o desembolso, dá uma olhada neste videozinho do John Butler Trio, que eu particularmente não tenho palavras para descrever algumas músicas…

Não preste atenção só na melodia. Olhe as mãos, olhe a expressão no rosto do cara, as marcas do tempo no violão, a concentração. Depois disso, escute inteira com os olhos fechados. É viagem na certa, paz na alma, no coração, conectados à alma do surf. Sem palavras mais…:

E quem quiser tentar a sorte, vai pro twitter do Festivalma que todos os dias os caras sorteiam ingressos:

http://twitter.com/festivalma

Aloha, meus velhos…

Quase, Mineirinho…

Adriano Mineirinho foi um dos “intrusos” em meio aos “Cooly Kids” Parko e Fanning nas quartas de final, e venceu extraordinariamente Taj para chegar às finais.

Porém, Parko foi melhor e levou o Quiksilver Pro Gold Coast, que teve a final em Kirra, em condições muito boas e sólidas.

Confesso que não botei uma fé no Mineirinho antes do campeonato. Mas quando eu vi uma entrevista dele ao Zona de Impacto (SporTv), vi uma energia muito boa nele, no sorriso tranquilo e em suas palavras, o que me fez questionar até aonde ele chegaria no campeonato. Não arrisquei chutar a posição em que terminaria o campeonato, e confesso que fiquei surpreso ao acompanhar as quartas, semi e finais hoje, agora pouco na verdade, e inclusive comecei a torcer para ele!

Geralmente eu assisto os campeonatos e torço para quem está na onda, gosto de ver a molecada surfando e mandando bem e saindo feliz das ondas (exceto em disputas entre Kelly Slater e os outros grandes, que daí a emoção sobe na veia), e ultimamente andava meio desanimado em relação ao surf brasileiro no WCT, até mesmo pela falta de investimento nos brazucas, o que acabava prejudicando-os quase sempre em relação aos australianos, americanos, havaianos…

E fora isso, tem uma galera do Brasil que, não adianta querer me convencer, tem um surf muito feio, umas batidas meio toscas, rasgadas muito rápidas sem aquele leque de água amplo de um Joel Parkinson, sem aquela tranquilidade no tubo de um Bruce Irons, e sem a garra de um Kelly Slater. E a partir de hoje, para mim, Adriano de Souza, o Mineirinho, me traz novamente a alegria de ver um brasileiro no WCT. É a mesma alegria de ver um Teco Padaratz, um Neco, um Fabio Gouveia (e por que não citar Bruno Santos?).

Esse é o meu gosto pessoal, gosto de uma linha de surf diferente dos outros brasileiros que estão hoje no WCT. E deixo bem claro, eles surfam muito melhor do que eu, do que muita gente, são batalhadores pra caramba, passaram por uma penca de perrengues e dificuldades… senão não estariam onde estão, merecidamente. E parabéns a todos eles por representarem o Brasil nos campeonatos.

Mas gosto é gosto.

Foto: ASP Covered Images

Foto: ASP Covered Images

Parabéns Mineirinho, que este ano brilhe para você! Parabéns Parko, que literalmente arregaçou nas suas ondas da final.

Aloha, competidores!