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A saga da nova prancha…

Nestas últimas semanas eu comecei uma nova busca, que também traz emoção pra qualquer surfista: uma prancha nova.

Já experimentei algumas marcas/shapers, feitas na mão, feitas na máquina, comprada pronta, mandada fazer, usada, nova… Mas a questão aqui não é falar da minha escolha, e sim de um cenário que me assustou um pouco, que é a falta de informações que os sites dos shapers/marcas sobre as pranchas. Salvo algumas marcas, e por incrível que pareça são de caras mais “artesanais”, a grande maioria apresentou sites mal feitos, com erros, com poucas informações sobre seus modelos de pranchas, fotos mal tiradas…

Enfim, é óbvio que o site do shaper, os atletas que são patrocinados, os videozinhos das pranchas, etc, não diz absolutamente nada sobre a qualidade do trabalho do shaper e de suas pranchas, mas estamos em uma época em que o consumidor busca informações antes de comprar qualquer coisa, inclusive prancha. O cara que surfa há mais tempo já conhece os grandes shapers, mas hoje, com a revolução das máquinas de shape, surge uma gama incrível de modelos de pranchas, medidas, que quem surfa quer conhecer para fazer sua escolha. E confesso que minha busca foi um tanto quanto difícil…

Achei pouquíssimas marcas/shapers brasileiros com sites bacanas, com mais informações sobre seus modelos. Busquei, mesmo após definir o shaper e prancha que eu queria, renomados shapers brasileiros, e fiquei assustado com o quão pobre são os sites dos caras… E digo pobre quando comparei com marcas/shapers australianos, americanos e havaianos, que os sites contam a história dos caras, a descrição dos modelos de pranchas, como funciona cada “feature” da prancha.

Aí, quando fui buscar minha prancha, que atrasou um pouquinho para chegar da fábrica até SP, tive mais ou menos uma hora e meia para conversar com o cara que cuidava da parte comercial, e falei justamente sobre isso tudo. O cara já tem alguns bons anos de surf e alguns bons anos de mercado, então perguntei sobre vários shapers, várias marcas, surfistas.

Conclusão: o shaper está assumindo, nos últimos anos, um novo papel no surf. Não o de fazer a prancha em si, mas sim no desenvolvimento da coisa toda – nos modelos, na performance da prancha na água, na evolução de sua arte. O shaper que não se antena, não pesquisa novidades, não arrisca, não aparece, e confia no boca a boca, está ficando para trás. É o famoso “cabeça dura”. É óbvio que um dos principais objetivos do shaper é ganhar dinheiro, e eu vejo que isso é possível mais facilmente de duas formas: ou você cria uma produção em séria linkada a uma marca comercial, ou você executa um trabalho de qualidade e divulga que assim ele é. Não que a primeira opção não traga bons resultados e também produtos de qualidade, mas eu particularmente prefiro a segunda alternativa…

Não sou nenhum profissional, e nem surfista que surfa a ponto de trocar de prancha todo mês para avaliar qualidade de prancha. Mas essa foi a impressão que tive nesta minha busca. Fica a dica para o mercado, com a visão comercial/publicitária que tenho (essa eu posso defender com mais propriedade).

E fica um registro da nova prancha, que pela primeira queda que fiz, posso afirmar que é “mágica”:

Aloha, surfers!

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