Posts Tagged 'essência'

Mais um ano…

Mais um ano passando, como um swell. Posso dizer que foi um bom swell. Nunca estive com tanto trabalho, e posso afirmar que nunca surfei tanto. Não digo em frequência de surf, mas em qualidade. Embora minha vida estivesse uma ressaca de trabalho, consegui dar umas fugidas para uns bate-voltas clássicos.

Eu posso afirmar que agora conseguimos formar uma galera boa para os bate-voltas, todos conseguem de uma forma ou outra fugir desta cidade, enfrentando as “dificuldades” que a vida coloca (trabalho, compromissos familiares, “afazeres do lar”, e por aí vai…) e conciliando nossos sagrados tempos para um bate-volta.

Tivemos quedas fantásticas em uns picos conhecidos, outros nem tanto, mas o surf foi garantido, e só temos a agradecer. Claro, devo desculpas pela ausência por aqui, mas com certeza eu não abandonei o surf, só não apareci por uns meses.

Fotos do surf? Quase não tem, ninguém quer perder tempo batendo foto, sempre levamos uma câmera boa, mas neguinho só quer ficar dentro da água… Então tem alguns registros genéricos dos bate-voltas, e vale a pena olhar, pois sempre trazem boas recordações. Só quem surfa sabe, e só quem faz a barca sabe ainda mais:

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Quase todas as fotos do Raul, só as cinco últimas são minhas. 99% tiradas do celular, algumas tratadas com estes filtros que estão na moda…

TODAS retratam a essência do surf para nós.

Que 2012 seja preenchido com essa essência, e o resto é consequência.

Aloha!

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2010 já era, e 2011 promete…

É isso mesmo, 2010 já era. Pelo menos para mim, que não surfarei mais neste ano, já posso dizer que para o surf este ano já era. E alguns dias atrás, consegui me despedir do mar com boas ondas aqui no litoral de SP, com bons amigos, boas reflexões, e bons pedidos para 2011.

E 2010 já era também para Andy Irons… Agora está em outra praia, outra onda, que acredito ser muito mais bela e bonita do que a deste planeta. Que ele esteja sempre em paz.

Já era também para o décimo título de Kelly Slater. Já era não, já é. Ninguém tira mais.

Derramamento de petróleo no golfo do México, japoneses e noruegueses mandando ver na caça de baleias nos mares do pólo sul, mais de 2.140 km² desmatados na floresta amazônica (dados DETER), terremotos e tsunamis em vários lugares (estão dizendo que Mentawaii não será mais a mesma), e mais um monte de coisas boas também.

Coisas acontecendo, boas ou ruins. Ajudando ou piorando.

E esta foto, para mim, representa o Reveillon. Uma onda na beira da areia vem e apaga todas as pegadas deixadas ali, e lembramos que um dia passamos por ali, mas não lembramos quantas pegadas deixamos, o formato delas, se eram fundas… O Reveillon vem e apaga tudo o que aconteceu no ano passado, e o que fica registrado? Apenas uma lembrança superficial dos fatos, dos acontecimentos, dos desastres e das coisas boas.

Mas o mundo não se esquece. De nada. Nem o mundo e nem seu “dono” (seja lá o nome da divindade que sua religião dê, é exatamente a mesma coisa. Para o mundo inteiro). E nem a sua alma… Registra tudo e você levará somente isso desta vida.

E como surfista de alma que sou, posso dizer que sou privilegiado por ter inúmeros momentos em contato íntimo com o planeta, com o oceano, com as ondas. Terei muito para contar quando deixar esta vida, as outras vidas, e as outras…

Neste ano que virá, vamos, nós surfistas, tentar refletir este lifestyle em tudo que nos cerca, em toda nossa vida. Como a onda que vem e apaga as pegadas, vamos vir e compartilhar esta essência que nos guia, e que direciona o restante de nossas vidas. No profissional, no pessoal, no espiritual.

De um em um, essa essência pode contaminar o mundo. De pegada em pegada, fazemos uma longa caminhada, que a onda da beira da praia não apagará.

A liberdade é nossa, temos que aproveitá-la para melhoramos, e para melhorar o mundo. Essa música fala um pouco disso:

ps.: ao vivo no Festivalma – http://www.youtube.com/watch?v=4CBwijkh-oQ

A todos os leitores: meu mais sincero Aloha.

Muita vida em 2011.

Prancha ecológica – e-board

Para quem não conhece, foi lançada esses dias na ASR, um grande evento de surf e skate na Califórnia, a e-board, uma prancha 100% ecológica. Quem idealizou o projeto foi o shaper Daniel Aranha, da SurfWorks.

Não vou me estender muito, porque nestes sites vocês encontram mais informação sobre a iniciativa:

http://www.eboards.com.br/

http://www.eboards.blogspot.com/

http://www.eboards.blogspot.com/

A iniciativa é uma parceria so shaper com o Instituto-e, com a Osklen, utiliza materiais muito bons e 100% relacionados com a preservação: ou materiais recicláveis ou biodegradáveis, sem contar a neutralização de carbono dos processos de produção da prancha.

Na minha análise…:

Prós – até que enfim o surf está caminhando para a ecologia, e esta prancha já sai com tudo isso “de fábrica”. O shaper também é engenheiro de materiais, o que comprova que o estudo traz sim mais benefícios aos shapers. O Daniel aplicou este conhecimento acadêmico na fabricação de suas pranchas, o que com certeza evolui o esporte, evolui o mercado, evoluem os materiais, e evolui o surf. Além de ser ecológica, dura mais também, pois é bem mais resistente, segundo o shaper. A prancha também é esclusividade da Osklen (e-boards), ou seja, a parceria é com uma marca boa, de credibilidade, estilo, qualidade em produtos, engajamento ambiental… A prancha está em boas mãos, resumindo.

Contras – o preço é consideravelmente mais alto em comparação às pranchas regulares. Está certo que a prancha dura mais, mas o mercado não considera isso na hora de comprar uma prancha, o que pode prejudicar. Os surfistas também não sabem o que é “durar” uma prancha, já que diferentes fatores interferem nisso (vezes que surfa por mês, quantidade de ondas que surfa na água, nível do surfista, cuidado que o cabra tem com a prancha…). Não sei o motivo de ser mais cara do que a regular, mas acredito que seja uma união de fatores: novos materiais que devem ser mais caros, novidade de mercado, parceria com a Osklen (que é muito boa, mas todos seus produtos tem um posicionamento de preço mais elevado).

De qualquer forma, já é um movimento. E como toda a revolução do mundo, sempre surge de um para contagiar a todos, e aí surge um movimento novo. Vamos ver no que vai dar!

Algumas fotos do lançamento lá na Califórnia:

e-board

e-board

e-board

Aloha, meus amigos!

Festivalma 2009

Galera,

só uma mensagem: quem foi, foi. Showzasso do Jake Shimabukuro e do The Beautiful Girls, muita arte, telas, esculturas, filmes, fotos. Muita cultura surf.

O que acho mais interessante neste evento é que, quando estamos na “vida real” (se é que esta é a real), no trabalho, ninguém conhece as bandas, os artistas. Aí você chega no evento, assiste o show de uma banda que quase ninguém do trabalho, da faculdade, conhece, e  está todo mundo cantando, todo mundo conhece as músicas, muita gente conhecem os trabalhos expostos, as fotos…

Isso é estar em casa, estar no seu mundo, e descobrir que há outros como você, que se achava diferente do mundo. Isso é sintonia, sinergia. O surf é isso, uma linguagem única, que o africano, o brasileiro, o australiano, o indonésio, o peruano, o californiano, etc, entendem, mesmo falando outras línguas.

Um residual para quem perdeu, logo abaixo. Vídeo que achei no youtube do The Beautiful Girls:

Algumas fotos dos dois shows e da arte:

Esta separei da galeria pois merece destaque. Olha a felicidade estampada no rosto e a sintonia com o ambiente:

Sinergia

Com certeza, quando minha filha nascer (em algum dia sei que terei uma filha), vou lembrar desta foto.

Agora só no ano que vem…

Aloha!

Michael Jackson, agora em outras ondas…

Não sou fã do Michael Jackason, muito menos de seu estilo musical. Assim como também não sou fã de ópera, de sertanejo raiz… De Jackson Five sim, o som é de primeira.

Mas, o que é que um surfista faz aqui, falando sobre a morte de Michael Jackson? Qual a relação disto com o propósito do WE SURF!, que é falar sobre a cultura surf, essência do surf? Vou explicar…

O Surf me ensinou diversas coisas nesta vida. Coisas que não aprendi em casa, não aprendi com referências em outras pessoas influentes em minha vida (amigos de infância, tios próximos, avós…). Não aprendi em livros, na TV, em filmes.

Diversas coisas, que considero importantes e pilares na minha vida, aprendi no mar. Surfando. E começou quando eu tinha uns sete anos de idade, com uma prancha de bodyboard empenada, sem leash. E melhorou com uns treze anos, agora em pé na prancha. Diversas coisas, aprendi no intervalo entre uma série e outra, refletindo comigo mesmo, com Deus. Sim, foram nestes momentos que estive mais próximo de Deus, e de mim mesmo. Aprendi diversas coisas, e uma delas se chama Respeito. Respeito por tudo, e por todos que merecem.

Michael Jackson é um cara que merece Respeito. Respeito pelo que fez, pelo legado de sua música, que conquistou pessoas em diversos lugares do mundo. Aliás, a música é uma ferramenta muito importante para transmitir alguma mensagem, pois pode atingir diversas pessoas. E Michael Jackson conseguiu isso.

Jackson Five? Sem palavras… Sons muito bons, clipes muito bons, musicalidade muito boa.

E eu o respeito por isso.

Sobre sua vida, não conheço muito. Falando dos pontos negativos, sei que teve problemas com processos de pedofilia, além das diversas plásticas, da “mudança de cor” de pele…

Eu o Respeito pelos seus feitos, e principalmente pelos seus erros. Eu o Respeito pela dor, pelo sofrimento deste homem, que ao mesmo tempo que tinha tudo, muito dinheiro, sucesso, carregava um legado de culpa sem igual. Culpa pela mudança de cor e as críticas que sofreu por ter tomado esta decisão. Culpa pelo que se tornou após a batelada de plásticas sofridas. Culpa pelos escândalos com pedofilia, pelas críticas sofridas. Culpa pelos próprios atos ao final de seu sucesso.

Independentemente da dualidade que vivia, com tantos problemas e tantas ações humanitárias que participava ou financiava, eu o Respeito.

O Surf me ensinou a Respeitar cada coisa, a tirar uma lição de cada coisa que me acontece na vida. Seja em um dia difícil e pesado de surf, ou no exemplo de vida de alguma pessoa. E não só em exemplos positivos, mas também em negativos.

Respeito o Michael Jackson pela força (que não sei de onde tirou) que ele teve para viver suportando toda a dor de suas próprias decisões em paralelo com o império de seu sucesso.

Não sei se eu teria esta força, e por isso eu o Respeito.

Onde quer que ele esteja, agora sei que está livre desse peso da vida, livre desse materialismo que conquistou. Agora está podendo caminhar sem pesos, entre brancos, negros, amarelos, pardos, orientais, todos sem cor, todos iguais.

Michael Jackson agora surfa em Outras Ondas.

Aloha, Michael.

ps.: aí fica uma das grandes mensagens de Michael Jackson, que julgo ser uma tentativa de aliviar o peso que carregava pela decisão da mudança de sua cor de pele. Uma grande demostração contra o racismo, que Respeito também:

Neco Padaratz de volta

Neco Padaratz Fiquei muito feliz em saber que o Neco Padaratz estará de volta ao WCT. Saiu lá no Waves. Admiro muito seu estilo de surf, sua pegada em vários tipos de onda é inegualável…

Como já apontei anteriormente em algum post do passado, eu não curto muito o estile de surf dos brasileiros que estão atuamente no WCT, com excessão do Mineirinho, que manda muito bem. Então, para mim, teremos agora mais uma brasileiro com estilo, com linha de surf desenhada e atitude nas manobras, sempre bonitas de se ver…

Tudo bem que ele está com trinta e poucos anos e vai competir com a molecada da casa dos vinte anos, mas vale a experiência nessa hora, e sempre é bom ver esses caras surfando, dá para aprender e evoluir muito.

Neco estava fora por problemas de saúde, estava com uma lesão na coluna/região lombar, e agora está voltando, antes do previsto. Competirá em Lower Trestles, no WQS, para estrear, e por aí vai. Quem sabe em 2010 ele consiga um dos wild cards por contusão para voltar ao WCT…

É isso aí, Neco! Vai com a mesma determinação que você teve para a sua recuperação que os resultados virão! Neco Padaratz

Aloha!

Guardians Of The Sea: lendários salva-vidas

Este filme, de pouco mais de onze minutos, retrata um pouco da vida dos salva-vidas havaianos, e também um pouco da história de dois dos maiores salva-vidas que já tivemos no mundo: Duke Kahanamoku e Eddie Aikau.

É simples, curto e direto. E mesmo assim, tem ótimas imagens, algumas bem antigas, e um ótimo conteúdo.

Vale a pena assistir, aliás, todo surfista deveria assistir, pois te dá a mínima base sobre quem foram esses dois homens do surf.

Link oficial (e em alta resolução): http://explore.org/explore/hawaii/films/150

Aloha, guardiões do mar!