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Pete Murray no Festivalma

Eu conhecia o som do Pete Murray, mas confesso que conhecia muito pouco, umas 6 ou 7 músicas. Porém, ao vivo, tudo que é bom não precisa ser de fato “conhecido” para ser bom. E às vezes é até melhor, pois a surpresa do “que som será que vem em seguida, será que é bom?” é sensacional se o músico é bom.

Pete Murray fez um showzão, animal. Estava lotado, mas não abarrotado, foi mais gostoso ver o show.

Tive a chance de conhecer o cara, o baterista e o guitarrista, logo após o show, e num bate-papo bem rápido, se demonstraram muito felizes com o Brasil, com o público, e ficaram surpresos em como todos conheciam suas músicas e curtiam o som. Chamou até uns e umas para subirem ao palco com ele. Com certeza vou comprar uns CDzinhos deles para agradar meus ouvidos, mente e alma.

Algumas fotos do show, e também da exposição de fotos e artes do Festivalma, que como sempre, estavam sensacionais:

Fora o Festival e músicos sensacionais, tive a honra de bater um papo com o Romeu Andreatta, publisher da Alma Surf e idealizador do Festivalma. Enquanto no backstage todos estavam na euforia de dar atenção ao Pete Murray e banda, eu comecei a puxar assunto com o Romeu sem esperança de que fosse render muita coisa, já que era final de noite, todos cansados, querendo ir embora. Pela minha surpresa, conversamos alguns bons minutos sobre o Festivalma, sobre a correria que ele está neste ano intenso de trabalho (o cara trabalha demais…), sobre família. Faltou falar sobre surf, mas acho que é um assunto que deve ser tão clichê para ele, apesar de amarmos isso, que acho que por isso que o papo rendeu… É uma grande pessoa, um grande surfista. De alma.

Toda a galera da Alma Surf foi extremamente receptiva, estão de parabéns por mais um Festivalma animal. Canso de dizer, mas vale repetir para ver se isso muda no Brasil: temos tão poucos festivais de surf que temos que valorizar os poucos e bons que temos. Aliás, o Festivalma acaba compensando a falta geral…

Parabéns à Alma Surf e a todos que fizeram o festival acontecer.

Agora é hora de descansar, pois amanhã, amanhã sim… o swell vai entrar. Dá uma olhada na previsão para o litoral norte de SP. Bate-volta para fechar a semana com muito surf.

Aloha.

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Embaixo da água

Sempre tive curiosidade de saber como é a vista após um belo caldo no surf, mas o meu instinto animal sempre deixou meus olhos fechados. E ainda bem, este instinto também sempre me guiou até a superfície, mesmo em caldos em que rolei diversas vezes, sempre no final eu encontrava a superfície (ou o fundo da arrebentação, que consequentemente me fazia encontrar a superfície…).

Mas agora esta curiosidade foi resolvida, com grande estilo, pelo fotógrafo Mark Tripple através do projeto “The Underwater Project“. O cara tirou diversas fotos subaquáticas para compor toda uma “coleção” de fotos, que agora estão à venda no site do projeto.

São imagens sensacionais, que valem a pena olhar. Por mais que sejam imagens estáticas, ao olhá-las vejo muito movimento, muita interação, muita vida…

Vale a pena:

Para saber mais ou comprar algumas imagens: http://www.theunderwaterproject.com/.

Aloha!

Primeiro dia de Festivalma

Caros leitores, acabo de voltar para casa após o primeiro dia de Festivalma. Na verdade, provavelmente ainda está rolando! Falcão e os Loucomotivos devem estar no palco agora, ou então acabaram de acabar o show. Como amanhã levanto cedão, não deu para segurar e abri mão, com muito esforço, do último show…

Consegui ver o show completo da Melali Band, com Rob Machado, Todd Hannigan, Jon Swift, entre outros… Posso afirmar que a qualidade da música é muito boa, o Todd e o Jon tocam muitíssimo bem, sem palavras. O Rob traz o felling do surf para a música, além do estilão que agora é referência no mundo surf. E eu acho isso bom, melhor o freesurf do que o estereótipo de bonzão, que surfa ondas grandes, que ganha campeonatos, que pega todas as minas por aí. Gostei do som.

A exposição está muito bacana, se você surfa, vai gostar. Se não surfa, é uma boa oportunidade para conhecer este mundo e quem sabe até começar a fazer parte. Porque não tem hora, nem sexo e nem idade para isso, veja só a prova:

A mãe, que estava sentada logo atrás, estava toda orgulhosa de ver a filhinha dançando na beira do palco ao som de Rob Machado e sua banda. Senti um pouco de inveja, mas tomei como referência para lembrar disso quando meus filhos nascerem… E tinha um monte de moleque, a criançada fazia a farra no festival, pedindo adesivo, tirando foto com alguns ícones do surf, como o grande Taiu Bueno.

E veja só que bacana o “carimbo” registrado do Rob – sua cabeleira:

Algumas fotos das exposições e do show:

Fora a energia, encontrei grandes amigos, colegas de trabalhos antigos, gente que eu não via faz tempo! Grande abraço para o Daniel, surfista de peito, agora com um long também.

Surf é e sempre será alegria!

Aloha, e até amanhã para quem for…

Fotos pela manhã, surf em Puerto Viejo pela tarde

Ontem, dia 18/08, o mar ainda estava grande, então aproveitei para tirar algumas fotos de Caballeros, já que estava programado de eu, Oscar, Ito e mais dois americanos irmos surfar em Puerto Viejo, mais ao sul de Punta Hermosa.

Aqui em Caballeros estava com um metrão, deu para tirar umas fotos boas:

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Essa é de Pico Alto, havia quatro loucos de manhã surfando na remada mesmo, com uns três ou quatro metros, só bomba pesada e gelada:

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Já essas são de Puerto Viejo. Uma esquerda muito longa, fundo de areia, correnteza um pouco forte que te joga para fora da arrebentação, remada a toda hora. Não sei ao certo, mas acho que até hoje, foi a melhor esquerda que surfei na vida (está um pouco acima das esquerdas de Moçambique, em Floripa, que surfei a uns 5 anos acho). Dei  sorte, pois na água havia duas pessoas e mais a minha  barca, com Oscar, Ito e mais dois americanos… Qualidades perfeitas, quase sem vento, de um a dois metros pesados. A primeira sessão, ao lado das pedras, é grande (dois metros) e um pouco emparedada, meio quadrada, depois fica pequena (um metro) e bem gorda, muita remada pare entrar, mas vale a pena, porque depois, na última sessão quase no inside, sobe para um metro e meio tubular, e se você tiver muito azar a onda fecha, mas o normal é ficar por uns 50 metros dessa forma:

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E esse é o Pico Alto Surf Camp, do Oscar Morante, que é super gente boa e consegue o que você precisar por aqui, momo já apontei antes:

Pico Alto Surf Camp

É um hotel simples, que vai te oferecer tudo o que precisa: cama, banheiro privado com água quente e um bom rango, e além disso, de quebra ainda tem ótimas funcionárias, que conversam, contam coisas aqui do Peru, querem aprender português, querem saber mais do Brasil. Quase todos os dias eu deixo de almoçar e jantar com os gringos e ia como junto com os funcionários, com as meninas e com os “faz de tudo” peruanos (são guias de surf, motorista, trocam moeda, conseguem pranchas para alugar ou vender… fazerm tudo para ganhar um dinheiro extra). Eu sou assim, gosto de aprender por onde passo, e aqui, com certeza estou aprendendo muito mais com as pessoas simples, que sempre viveram aqui, do que com os surfistas gringos que viajaram por todo o mundo…

Amanhã tem mais!

Aloha, hermanos!