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Surf é simples mesmo

Acho bacana quando pequenas e simples coisas nos fazem tão feliz neste planeta, ao mesmo tempo que nos inquietam em buscar mais, em melhorar, em evoluir.

É um dos motivos pelo qual surfo: é um reflexo de uma busca por sempre mais, sempre melhor, sempre simples, sempre completo. E assim será até o fim da vida.

Não é sempre que a vida nos presenteia com o que consideramos perfeito, mas ela sempre nos dá a oportunidade de tirar o melhor proveito das maravilhas que ela nos proporciona.

Neste sábado, ontem, eu e bons amigos fomos ao Guarujá surfar, já sabendo que não teria tanta onda. E assim foi: o mar estava quase flat, porém, a formação das ondas ali em Pitangueiras, quase no Monduba, estava beirando a perfeição. Sim, pequeno e demorado, mas a formação compensou o bate-volta. Tiramos o melhor proveito do que a natureza nos ofereceu nesse dia, e posso dizer que fou um dia que me fez feliz.

Já no sábado anterior, surfamos um mar clássico em um pico “secreto” que funciona bem quando a ondulação vem de leste. E tiramos o melhor proveito que conseguimos daquelas ondas de um metro a um e meio, em pé, emparedadas, abrindo, cavadas, lindas. Para mim, foi o melhor dia de surf do ano por enquanto, assim como ontem, mesmo com condições pequenas e demoradas, foi um dos melhores dias de surf do ano. Não por que tinha onda boa, mas sim porque eu estava lá, com elementos que me fazem feliz: natureza, amigos, colegas, surf.

Porque o surf é simples, e é essa simplicidade que nos faz feliz e nos completa, e que infelizmente só entende e só entenderá quem surfa.

Aloha!

A alma pede surf…

E como disso no post anterior, 2012 é o ano do surf.

Tivemos a sorte de um bom swell de sul encostar bem nesse último final de semana aqui no litoral paulista, que rendeu boas ondas. E eu tive a sorte de poder surfar no sábado quase dois metros (medindo a onda onde se surfa: na frente…), e também no domingo, que variou de um a um metro e meio. Isso foi coisa rara, um swellzão bom, alinhado, com tamanho, de sul, e no verão…

Desci na companhia de bons amigos (não todos eles, pois alguns não puderam), e surfamos boas ondas.

Mas desta vez, por mais que tivéssemos condições muito boas de surf e alguns tenham evoluído o surf, cada um do seu jeito e com seus “objetivos”, não venho escrever sobre as ondas. Novamente, venho agradecer ao que o surf me proporciona, e o poder que ele tem de transformar sentimentos, de trocar conhecimentos, histórias, segredos. De compartilhar.

Todo mundo tem problemas, tem alegrias e tristezas, mas também tem pontos de vista diferentes, formas diferentes de lidar com problemas, soluções diferentes. E quem surfa sabe do que estou falando: quando estamos no outside, esperando a série, ou quando estamos saindo da água, caminhando até o carro, ou esperando para a próxima queda, sempre estamos trocando idéia com alguém. Compartilhando situações complicadas para nós, muito pessoais e íntimas, que às vezes não vemos solução, ou que estão nos desanimando. E aí o seu brother (porque nessa hora, é irmão mesmo) fala de uma experiência dele, de um problema igual ou muito próximo, e o que ele fez para sair, para resolver. É nessa hora, que você está num tubo escuro quase fechando, que de repente a onda se abre e você vê novamente a luz, a saída.

Na minha vida, pelo menos, posso dizer que tenho poucas oportunidades tão boas de se desprender da vida material, dos preconceitos que a sociedade cria, e compartilhar a vida em busca de soluções, em busca de evoluir como ser humano para enfrentar e resolver os meus problemas.

Por isso eu digo: surf não é um esporte. Surf é pura vida, é evolução pessoal e espiritual, é satisfação, é terapia, é alegria, é troca de experiências, é diversão, é amor.

Além de tudo isso, ainda há o indescritível prazer, a inatingível sensação, de deslizar sobre a água, de correr uma parede lisinha, como se estivesse flutuando na água, subindo e descendo…

Isso, meus caros, só conhece quem surfa de alma.

É por todos esses motivos que nunca vou parar de surfar. Porque minha alma pede surf.

Aloha!

Obrigado, oceano

E mais uma sexta-feira, dia 09 de julho, aniversário de São Paulo. Nada melhor do que sair desta cidade para comemorar!

4h00 da manhã toca o despertador. 5h00 já estou na Imigrantes com meu amigo Raul, companheiro de trabalho e do surf.

Previsão de meio metrinho só, meio de sul, de sudeste. 6h30 atravessamos a balsa e às 7h15 já estamos dentro do john, água bem fria, mas azulzinha… Dito e feito: meio metrinho às 7h30, e ainda sem crowd nenhum. Surfamos até umas 9h00 sem ninguém na água aquele meio metrinho, bem formado, bem divertido, bem soul surf.

Saí um pouco da água, meia horinha, e depois uma nova queda, já crowdeado, fazendo valer a regra “feriado é igual a crowd”.

Acordar muito cedo, atravessar uma trilha de 20 minutos, enfrentar algumas outras dificuldades… e surfar sozinho num feriado? Vale cada minuto, cada centavo. E voltamos no mesmo dia, no meio da tarde para fugir do transtorno do crowd…

E quem quiser passar uns dias lá, ou encontrar um lugar para tomar um banho, bater um papo com gente de lá, fica aí a dica: Camping Cantão. É só falar com o Seu Álvaro ou com o Walmir. Tudo gente boa.

Recordação deste simples dia da minha vida, e que virou até papel de parede no meu note:

Obrigado, oceano. Por mais este dia, por mais esta chance, por mais vida na minha vida. Isso é o surf para mim.

Aloha.

Praia Branca, dia 14/05

Caros colegas leitores, em primeiro lugar, desculpem-me pela ausência de posts. Minha vida profissional está me consumidor de uma forma que nem eu sei mais quem eu sou… Daqui a pouco dou uma de Rob Machado no The Drifter, chuto o balde e corro pro abraço, hehe.

Dentre tanta correria, consegui tirar a sexta-feira (14/05) no meu trabalho. Ainda na quinta dei uma olhada na previsão das ondas: sudeste, 1,5 m, 11 segundos, vento de oeste. E agora? Que praia quebra nestas condições e sem crowd? Depois de tanto trabalho, tanto stress nas últimas semanas, eu só queria chegar em uma praia às 7h00 da manhã, olhar alguns minutos para o mar, e surfar sozinho, pensando na vida, agradecendo por ter pelo menos este dia na minha vida.

Guarujá, Maresias, Camburi… vários picos surgiam na minha mente, porém, nem todos funcionam nestas condições, ou pior, funcionam bem e estariam crowdeados. Solução: Praia Branca, aquela que se acessa por uma rápida trilha a partir da Balsa Guarujá/Bertioga.

Se estava bom? Vejam as fotos e comentem..:

Praia Branca clássica

Praia Branca clássica

Praia Branca clássica

Praia Branca clássica

SNI na Prainha

SNI na Prainha

SNI na Prainha

SNI na Prainha

Lá no canto esquerdo, na frente do camping do Seu Álvaro

Resumindo, dei sorte, e consegui aliviar a mente por pelo menos um dia de surf, com altas. Sozinho praticamente.

Aloha!

Atualizando: a matéria saiu no Waves também – http://waves.terra.com.br/surf/fotos//praia-branca-segura-a-onda/41627