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Peru: primeiro as damas

Aqui no Peru não é diferente: primeiro as damas, depois os rapazes. Ou melhor, primeiro Señoritas e depois Caballeros.

Para quem leu o post anterior, já sabe que estou no Peru. E foi isso mesmo, nos primeiros dias, surfei Señoritas, uma esquerda boa, que quebra sempre na mesma linha, ao lado de uma bancada de pedra, mas funda. Surfei 2 metros no sábado, bem crowdeado, e 1,5 metros ontem, com crowd também… Mas os peruanos são boa gente, pelo menos não vi nada de ruim, de localismo forte.

E hoje o swell subiu bem, com uns 2 metros de ondulação, ou seja, de 2 até 4 metros de onda, dependendo da praia. Cedinho fui conferir Pico Alto, logo aqui na frente, e estavam lá dois jet-skis e dois loucos surfando 4 metros. Depois fui até Punta Rocas, com uns 3 metros e ninguém na água. Não ia ser eu o louco a cair alí, até porque não tenho tanta intimidade com ondas desse calibre.

Então a tarde fui surfar Caballeros, que estava com uns 2 metros e só 3 surfistas na água. E digo que não foi tão fácil assim, pois dois metros peruanos não são dois metros brasileiros. Aqui são dois metros pesados e gelaaaados, a onda parece até mais devagar quando vai estourar.

Já surfei em Floripa, no inverno, com dois metros na Moçambique e na Joaquina, e achei que a água era fria. Até conhecer o Peru. Aqui o comum é long john 4 e 3 mm, e o meu 3 e 2 mm é quase uma lycra. E antes de vir, estava na dúvida se comprava botinhas ou não, e pela minha sorte eu comprei, porque se entra sempre pela pedra nos picos, e porque é uma proteção muito boa para o frio (esse é o melhor benefício).

Em termos de long john, testei os três que tenho, um Billabong, um Rip Curl meio velho e um Mormaii Wave Flyer. E o Mormaii foi o melhor, está segurando muito bem o frio, e é selado, o que é indispensável aqui para o Peru. Recomendo.

Estou no Pico Alto Surf Camp, do Oscar Morante, que é muito gente boa. O que você precisar, ele dá um jeito de arrumar: carro para alugar, fotógrafo, prancha, quilhas FCS baratas, guia para comprar tranqueiras em Lima, viagem para o norte do Peru, mais para o sul… tudo.

Vamos ver como estará amanhã. Pela manhã cedinho vou tirar algumas fotos, e depois posto aqui para vocês, junto com as dessa semana.

Apenas para matar vontade:

Herradura - bem pequeno

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Aloha, hermanos!

El Peru + justificando a ausência…

Caros leitores, desculpem minha ausência nestas semanas. Como o colega Gustavo já citou em seu blog, o Surf4Ever, as vezes é um pouco complicado de alimentar um blog quando a vida está em uma fase corrida.

Buscar conteúdo legal, com informação boa, formatar, achar imagens, acaba sendo um processo demorado e até difícil. Mas, vamos que vamos, sempre em busca da onda perfeita e do post perfeito. Sempre com apoio dos leitores e dos leitores-amigos.

Falando um pouco de conteúdo, neste sábado, 15/08, embarco para o Peru. Sete dias em Punta Hermosa, surfando, batendo fotos e arrumando histórias para compartilhar por aqui. Com certeza surgirá muita coisa, do surf no Peru, da cultura surf no Peru, que pode ser (quem sabe…) o berço do surf mundial.

Agradecimentos especiais ao Freddy, da Surf Travel, que foi bem atencioso no pré-viagem, ao pessoal da Grendene e Mormaii (Tais, Rosilene, Simone e Luciana), que também ajudaram bastante principalmente com equipamento (colocarei um post posteriormente com um comparativo entre alguns long johns que fiz, compartilhando porque o Mormaii foi melhor…), e também ao Oscar Morante, longboarder e dono do Pico Alto Surf Camp, que deu uma força tremenda com várias informações sobre a viagem e sobre equipamentos para encarar as ondas do sul do Pacífico.

Em breve, novidades peruanas e mais frequência nos post.

Aloha!

Mormaii Neocycle: sustentabilidade

Aqui no Brasil, infelizmente, não há muitas indústrias da surfwear que se preocupam com o meio ambiente e sustentabilidade, apenas algumas poucas e boas. O que vejo é uma ou outra OGN fazendo alguma ação aqui ou alí, sempre localmente, até por falta de apoio e verba, o que é compreensível no mundo em que vivemos.

Há algum tempo a Billabong e Element, ambas do grupo GSM, começaram a desenvolver uma pequena parte de seus produtos a partir de matéria-prima sustentável, como algodão orgânico (camisetas Element), que não utiliza insumos químicos na produção, e uma bermuda feita de PET reciclado (Billabong). Porém, foram desenvolvidos no exterior e não houve nenhuma ação aqui no Brasil para divulgar isso, apenas um ou outro anúncio.

Eu particularmente acredito que as marcas mais próximas do surf (as que fabricam muito mais produtos voltado para a prática do surf do que para a moda) deveriam aumentar o uso de materiais reciclados, além de divulgar e realizar ações que incentivem a sustentabilidade. Afinal, o surf está 100% ligado à natureza, dependemos disso para nossos momentos de alegria, de felicidade, de satisfação e evolução espiritual (para mim, isso é o surf), e nada melhor e mais justo do que fazer algo para ajudar a salvar a degradação ambiental.

A Siebert Surfboards faz pranchas de madeira, que apesar de serem literalmente de “árvores”, é um material biodegradável que reduz absurdamente o impacto ambiental causado por uma prancha comum (madeira é 100% boidegradável), além de ser muito mais durável. Uma sacada animaldo Felipe (shaper). É apenas uma das milhares de fábricas de pranchas, mas já é um movimento (valeu Felipe!).

Recentemente descobri também, em alguns anúncios e comentários no WE SURF!, uma iniciativa muito boa para o segmento de surf, feita pela Mormaii, que é 100% brasileira e conhecida no mundo todo… Os caras estão a mais de 30 anos no mercado fabricando roupas de neoprene, não só para o surf mas para tudo que é esporte na água, e agora inovaram ao começar a fabricação de chinelos e sandálias de neoprene reciclado, a Mormaii Neocycle. As sandálias são fabricadas a partir do neoprene velho, aquele que iria para o lixo comum e que já surfou uma penca de lugares, além de retalhos que seriam descartados. Para quem não sabe, neoprene vem do petróleo, ou seja, polui, e muito, e reciclar derivados de petróleo sempre é a melhor opção do que descartar.

Vejam o comercial das sandálias:

Além de fabricar e comercializar, a Mormaii também está incentivando a reciclagem em uma ação bem bacana: se você comprar uma roupa de neoprene nova nas lojas da Mormaii e deixar o seu antigo john para reciclar, ganha um kit Mormaii Neocycle com camiseta, toalha, saco ecológico, chaveiro e chinelo da marca. Ou seja, os caras estão investindo para produzir cada vez mais produtos reciclados. Isso movimenta o mercado para que outras empresas do segmento sigam o exemplo.

Mormaii NeocycleE tem mais, no meio deste mês entrou no ar uma promoção para divulgar as sandálias: três surfistas vão surfar de sandálias Neocycle e os vídeos desta parada serão colocados no site do produto. O surfista que receber mais votos e a pessoa que direcionou mais votos para este surfista ganham uma viagem para o Peru, além de vários produtos da Mormaii. Quem quiser participar, é só entrar no site da Mormaii Neocycle. Eu já estou por lá…

Vale conferir:

Esse tipo de ação promocional é histórica, eu particularmente não lembro de uma marca 100% brasileira (até as gringas mesmo) que tenha feito uma ação deste porte, com um prêmio bom, e que ainda estivesse ligada à preservação ambiental e à sustentabilidade (que por conceito é bem mais do que preservar a natureza).

Fica aí a dica. Vamos tentar um mundo mais limpo, e consumir produtos mais limpos quando houver a opção.

Aloha, soul surfers!