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2010 já era, e 2011 promete…

É isso mesmo, 2010 já era. Pelo menos para mim, que não surfarei mais neste ano, já posso dizer que para o surf este ano já era. E alguns dias atrás, consegui me despedir do mar com boas ondas aqui no litoral de SP, com bons amigos, boas reflexões, e bons pedidos para 2011.

E 2010 já era também para Andy Irons… Agora está em outra praia, outra onda, que acredito ser muito mais bela e bonita do que a deste planeta. Que ele esteja sempre em paz.

Já era também para o décimo título de Kelly Slater. Já era não, já é. Ninguém tira mais.

Derramamento de petróleo no golfo do México, japoneses e noruegueses mandando ver na caça de baleias nos mares do pólo sul, mais de 2.140 km² desmatados na floresta amazônica (dados DETER), terremotos e tsunamis em vários lugares (estão dizendo que Mentawaii não será mais a mesma), e mais um monte de coisas boas também.

Coisas acontecendo, boas ou ruins. Ajudando ou piorando.

E esta foto, para mim, representa o Reveillon. Uma onda na beira da areia vem e apaga todas as pegadas deixadas ali, e lembramos que um dia passamos por ali, mas não lembramos quantas pegadas deixamos, o formato delas, se eram fundas… O Reveillon vem e apaga tudo o que aconteceu no ano passado, e o que fica registrado? Apenas uma lembrança superficial dos fatos, dos acontecimentos, dos desastres e das coisas boas.

Mas o mundo não se esquece. De nada. Nem o mundo e nem seu “dono” (seja lá o nome da divindade que sua religião dê, é exatamente a mesma coisa. Para o mundo inteiro). E nem a sua alma… Registra tudo e você levará somente isso desta vida.

E como surfista de alma que sou, posso dizer que sou privilegiado por ter inúmeros momentos em contato íntimo com o planeta, com o oceano, com as ondas. Terei muito para contar quando deixar esta vida, as outras vidas, e as outras…

Neste ano que virá, vamos, nós surfistas, tentar refletir este lifestyle em tudo que nos cerca, em toda nossa vida. Como a onda que vem e apaga as pegadas, vamos vir e compartilhar esta essência que nos guia, e que direciona o restante de nossas vidas. No profissional, no pessoal, no espiritual.

De um em um, essa essência pode contaminar o mundo. De pegada em pegada, fazemos uma longa caminhada, que a onda da beira da praia não apagará.

A liberdade é nossa, temos que aproveitá-la para melhoramos, e para melhorar o mundo. Essa música fala um pouco disso:

ps.: ao vivo no Festivalma – http://www.youtube.com/watch?v=4CBwijkh-oQ

A todos os leitores: meu mais sincero Aloha.

Muita vida em 2011.

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Peru: primeiro as damas

Aqui no Peru não é diferente: primeiro as damas, depois os rapazes. Ou melhor, primeiro Señoritas e depois Caballeros.

Para quem leu o post anterior, já sabe que estou no Peru. E foi isso mesmo, nos primeiros dias, surfei Señoritas, uma esquerda boa, que quebra sempre na mesma linha, ao lado de uma bancada de pedra, mas funda. Surfei 2 metros no sábado, bem crowdeado, e 1,5 metros ontem, com crowd também… Mas os peruanos são boa gente, pelo menos não vi nada de ruim, de localismo forte.

E hoje o swell subiu bem, com uns 2 metros de ondulação, ou seja, de 2 até 4 metros de onda, dependendo da praia. Cedinho fui conferir Pico Alto, logo aqui na frente, e estavam lá dois jet-skis e dois loucos surfando 4 metros. Depois fui até Punta Rocas, com uns 3 metros e ninguém na água. Não ia ser eu o louco a cair alí, até porque não tenho tanta intimidade com ondas desse calibre.

Então a tarde fui surfar Caballeros, que estava com uns 2 metros e só 3 surfistas na água. E digo que não foi tão fácil assim, pois dois metros peruanos não são dois metros brasileiros. Aqui são dois metros pesados e gelaaaados, a onda parece até mais devagar quando vai estourar.

Já surfei em Floripa, no inverno, com dois metros na Moçambique e na Joaquina, e achei que a água era fria. Até conhecer o Peru. Aqui o comum é long john 4 e 3 mm, e o meu 3 e 2 mm é quase uma lycra. E antes de vir, estava na dúvida se comprava botinhas ou não, e pela minha sorte eu comprei, porque se entra sempre pela pedra nos picos, e porque é uma proteção muito boa para o frio (esse é o melhor benefício).

Em termos de long john, testei os três que tenho, um Billabong, um Rip Curl meio velho e um Mormaii Wave Flyer. E o Mormaii foi o melhor, está segurando muito bem o frio, e é selado, o que é indispensável aqui para o Peru. Recomendo.

Estou no Pico Alto Surf Camp, do Oscar Morante, que é muito gente boa. O que você precisar, ele dá um jeito de arrumar: carro para alugar, fotógrafo, prancha, quilhas FCS baratas, guia para comprar tranqueiras em Lima, viagem para o norte do Peru, mais para o sul… tudo.

Vamos ver como estará amanhã. Pela manhã cedinho vou tirar algumas fotos, e depois posto aqui para vocês, junto com as dessa semana.

Apenas para matar vontade:

Herradura - bem pequeno

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IMG_1979

Aloha, hermanos!