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Técnica vs. Estilo

Eu vejo muito isso na música: algumas apresentam muita técnica, outras uma melodia bem criada, umas surpreendem pela letra bem feita, algumas são sem graça e não deveriam nem ser chamadas de músicas. Mas para mim, o que mais faz uma música ser boa ou não é a criatividade e o estilo que ela apresenta. E claro, o gosto pessoal. Eu gosto de música boa, que me diverte e que alimenta minha alma.

Bom, e o que isso tem a ver com surf? Muita coisa. Tem nego dando aéreo feio pra caramba que nem parece surf, tem big rider que precisa de uma técnica afiada para não morrer embaixo da água numa vaca, tem surfistas old school ou da velha guarda apavorando no estilo, tem freesurfers mostrando que surfam porque aquilo faz parte da vida, da alma. Tem de tudo, e claro, reflete o que o cara quer com a coisa, se quer ganhar baterias, se quer ser referência, se quer só se divertir. Eu gosto de surfar para me divertir e alimentar minha alma.

Bom, e o que isso tem a ver com esse vídeo de skate que eu coloquei aí embaixo? Sei lá, pois eu não ando de skate bem, apenas para me divertir muito de vez em quando. Mas o vídeo é legal, pois dá pra ver que o cara se diverte e alimenta a alma dele! E me diverti vendo o vídeo.

O que o cara apresentou mais: técnica ou estilo? Meu voto é para a criatividade. Usou os dois, se divertiu, e acredito que alimentou a alma.

Richie Jackson, abusando na “técnica do estilo”.

Aloha, street surfers.

Primeiro dia de Festivalma: Mat e Donavon

Clássico. E é como no surf: difícil dizer qual foi o melhor dia de surf da sua vida, assim como é difícil dizer qual foi o melhor Festivalma. Como no surf, a definição é a mesma: não existe um dia melhor de surf, e sim um dia bom de surf. Não existe um Festivalma melhor do que outro, mas sim existe um Festivalma, todo ano.

Sempre bom, sempre com bandas boas, que retratam o surf através da música, da arte, da cultura e da amizade. Sempre encontro bons e velhos conhecidos por lá, e hoje (leia-se ontem, quinta-feira) não foi diferente: vários amigos.

A pista de skate estava animal, sempre evoluindo a cada ano.

Os shows, sem palavras também. Mat McHugh mandou muito bem, só ele e o Felipe, gaitista de Floripa, já citado por aqui anteriormente… Mat usou o apoio de um computador também, comprovando que dá sim pra usar a tecnologia de forma inteligente na música, com ritmo, som decente. Felipe destruiu na gaita, de primeira mesmo. Tocaram algumas da carreira solo do Mat e as boas do The Beautiful Girls, que me lembraram uns bons dias de surf.

Donavon Frankenreiter dispensa comentários. Acho que além do som, que só evolui com o tempo, o que é extremamente difícil quando o assunto é música, o estilão do Donavon é totalmente diferente dos outros caras da tal surf music, pois mescla o surf, o retrô, o rock’n’roll, o largado, o arrumado, o estiloso, o família (já que sempre defende a bandeira de que tem uma esposa e filhos, e sempre dedica músicas a eles em seus shows), o hippie, o hipe, o cool, o diferente. Tudo isso o faz diferente. Mescla vários estilos de música e vários instrumentos, por isso é diferente, e um dos melhores nesse meio.

Algumas fotos de hoje para a galera:

Pontos negativos do Festivalma? Sim, sempre tem. E neste ano: fumantes. Não se preocupam com os outros, fumam mesmo, dentro do evento, ao lado de quem não fuma. Não entendo como há surfista que fuma… Já se foi o tempo em que fumar era sinal de cool, de “descoladão”. Hoje é sinônimo de idiota (opinião pessoal, claro, e me perdoem os fumantes). Talvez estes fumantes que estavam no Festivalma não sejam surfistas de alma, talvez não entendam a cultura surf como um todo, que preza a igualdade, saúde, e respeito. Só um desabafo, que não tem absolutamente nada a ver com a organização do festival, nem com o surf, só com quem fuma. Espero que mudem um dia. Porque surf é vida, é alma.

E amanhã tem mais com Pete Murray. Claro, postarei em seguida com uma breve análise de um surfista. De alma.

Aloha.

Skate clássico

Galera, o Felipe Siebert, lá de Floripa, que faz umas pranchas ocas de madeira, está mandando ver no skate também.

Eu comprei um dele, logo na primeira leva, já faz alguns meses. É clássico, pega um gás naquelas descidinhas suaves, dá pra tirar um lazer bacana aqui em sampa, para matar as saudades do mar…

Vejam algumas fotos:

SkateSkateSkateSkate

Agora, visualmente falando, os skates estão ainda mais bacanas, clássicos, pois o método de construção me parece diferente: as madeiras internas são montadas primeiro, e depois é colocada a camada de madeira em cima e embaixo do shape… Dá uma olhada no blog do Felipe que vocês vão entender:

http://siebertsurfboards.blogspot.com/

Lá tem preços, mais fotos, vídeos da forma como são fabricados os shapes, vídeo do skate em ação.

Vale a pena ter um em casa.

Aloha!

Surfing the City…

Sampa não tem onda… porém, eu, um camarada aqui do trampo, o Raul, e um amigo das antigas, o Angelo, arrumamos um jeito de resolver este problema.

Antes de eu criar meu blog, eu sempre li outros blogs que considero muito bons, como o Surf4Ever, do Gustavo, e o da Siebert Surfboards, do Felipe. E numa postagem do Felipe, descobri um vídeo muito bom de skate, que está logo abaixo. É um vídeo muito louco, os caras andando em cima do skate, como se fosse um long, hang ten, carves e muito mais… A primeira coisa que eu pensei foi: “quero um desses… onde será que eu arrumo um?”. Graças a Deus, o Felipe e seu talento tornaram isso possível.

Confiram o vídeo:

Depois que consegui o meu skate long, descobri que o Raul andava, então marcamos uns rolês na Marquise do Ibirapuera, que tem um concreto lisinho que parece até que estou na água. É um treino animal para o surf, fora a diversão e o lazer que dá para tirar com o brinquedo novo. Neste fim de semana levamos uma filmadora para ver no que dava, e o Raul editou, no modo “caseiro”, um filminho que ficou até bacana. Longboard clássico + semi-long para treinar as rasgadas. Vejam no que deu:

Estamos andando com uma certa freqüência, e nesta quinta-feira (20/11) de manhã vamos aproveitar o feriado para mais um rolê e filmagem. Quem quiser, é só surgir por lá!

Sem ondas? Sem descer para o litoral no fim de semana? Surfing the City para não enferrujar o corpo, a mente nem a alma.

Aloha!