Posts Tagged 'soul surf'

Primeiro dia de Festivalma: Mat e Donavon

Clássico. E é como no surf: difícil dizer qual foi o melhor dia de surf da sua vida, assim como é difícil dizer qual foi o melhor Festivalma. Como no surf, a definição é a mesma: não existe um dia melhor de surf, e sim um dia bom de surf. Não existe um Festivalma melhor do que outro, mas sim existe um Festivalma, todo ano.

Sempre bom, sempre com bandas boas, que retratam o surf através da música, da arte, da cultura e da amizade. Sempre encontro bons e velhos conhecidos por lá, e hoje (leia-se ontem, quinta-feira) não foi diferente: vários amigos.

A pista de skate estava animal, sempre evoluindo a cada ano.

Os shows, sem palavras também. Mat McHugh mandou muito bem, só ele e o Felipe, gaitista de Floripa, já citado por aqui anteriormente… Mat usou o apoio de um computador também, comprovando que dá sim pra usar a tecnologia de forma inteligente na música, com ritmo, som decente. Felipe destruiu na gaita, de primeira mesmo. Tocaram algumas da carreira solo do Mat e as boas do The Beautiful Girls, que me lembraram uns bons dias de surf.

Donavon Frankenreiter dispensa comentários. Acho que além do som, que só evolui com o tempo, o que é extremamente difícil quando o assunto é música, o estilão do Donavon é totalmente diferente dos outros caras da tal surf music, pois mescla o surf, o retrô, o rock’n’roll, o largado, o arrumado, o estiloso, o família (já que sempre defende a bandeira de que tem uma esposa e filhos, e sempre dedica músicas a eles em seus shows), o hippie, o hipe, o cool, o diferente. Tudo isso o faz diferente. Mescla vários estilos de música e vários instrumentos, por isso é diferente, e um dos melhores nesse meio.

Algumas fotos de hoje para a galera:

Pontos negativos do Festivalma? Sim, sempre tem. E neste ano: fumantes. Não se preocupam com os outros, fumam mesmo, dentro do evento, ao lado de quem não fuma. Não entendo como há surfista que fuma… Já se foi o tempo em que fumar era sinal de cool, de “descoladão”. Hoje é sinônimo de idiota (opinião pessoal, claro, e me perdoem os fumantes). Talvez estes fumantes que estavam no Festivalma não sejam surfistas de alma, talvez não entendam a cultura surf como um todo, que preza a igualdade, saúde, e respeito. Só um desabafo, que não tem absolutamente nada a ver com a organização do festival, nem com o surf, só com quem fuma. Espero que mudem um dia. Porque surf é vida, é alma.

E amanhã tem mais com Pete Murray. Claro, postarei em seguida com uma breve análise de um surfista. De alma.

Aloha.

Obrigado, oceano

E mais uma sexta-feira, dia 09 de julho, aniversário de São Paulo. Nada melhor do que sair desta cidade para comemorar!

4h00 da manhã toca o despertador. 5h00 já estou na Imigrantes com meu amigo Raul, companheiro de trabalho e do surf.

Previsão de meio metrinho só, meio de sul, de sudeste. 6h30 atravessamos a balsa e às 7h15 já estamos dentro do john, água bem fria, mas azulzinha… Dito e feito: meio metrinho às 7h30, e ainda sem crowd nenhum. Surfamos até umas 9h00 sem ninguém na água aquele meio metrinho, bem formado, bem divertido, bem soul surf.

Saí um pouco da água, meia horinha, e depois uma nova queda, já crowdeado, fazendo valer a regra “feriado é igual a crowd”.

Acordar muito cedo, atravessar uma trilha de 20 minutos, enfrentar algumas outras dificuldades… e surfar sozinho num feriado? Vale cada minuto, cada centavo. E voltamos no mesmo dia, no meio da tarde para fugir do transtorno do crowd…

E quem quiser passar uns dias lá, ou encontrar um lugar para tomar um banho, bater um papo com gente de lá, fica aí a dica: Camping Cantão. É só falar com o Seu Álvaro ou com o Walmir. Tudo gente boa.

Recordação deste simples dia da minha vida, e que virou até papel de parede no meu note:

Obrigado, oceano. Por mais este dia, por mais esta chance, por mais vida na minha vida. Isso é o surf para mim.

Aloha.

Primeiro dia de Festivalma

Caros leitores, acabo de voltar para casa após o primeiro dia de Festivalma. Na verdade, provavelmente ainda está rolando! Falcão e os Loucomotivos devem estar no palco agora, ou então acabaram de acabar o show. Como amanhã levanto cedão, não deu para segurar e abri mão, com muito esforço, do último show…

Consegui ver o show completo da Melali Band, com Rob Machado, Todd Hannigan, Jon Swift, entre outros… Posso afirmar que a qualidade da música é muito boa, o Todd e o Jon tocam muitíssimo bem, sem palavras. O Rob traz o felling do surf para a música, além do estilão que agora é referência no mundo surf. E eu acho isso bom, melhor o freesurf do que o estereótipo de bonzão, que surfa ondas grandes, que ganha campeonatos, que pega todas as minas por aí. Gostei do som.

A exposição está muito bacana, se você surfa, vai gostar. Se não surfa, é uma boa oportunidade para conhecer este mundo e quem sabe até começar a fazer parte. Porque não tem hora, nem sexo e nem idade para isso, veja só a prova:

A mãe, que estava sentada logo atrás, estava toda orgulhosa de ver a filhinha dançando na beira do palco ao som de Rob Machado e sua banda. Senti um pouco de inveja, mas tomei como referência para lembrar disso quando meus filhos nascerem… E tinha um monte de moleque, a criançada fazia a farra no festival, pedindo adesivo, tirando foto com alguns ícones do surf, como o grande Taiu Bueno.

E veja só que bacana o “carimbo” registrado do Rob – sua cabeleira:

Algumas fotos das exposições e do show:

Fora a energia, encontrei grandes amigos, colegas de trabalhos antigos, gente que eu não via faz tempo! Grande abraço para o Daniel, surfista de peito, agora com um long também.

Surf é e sempre será alegria!

Aloha, e até amanhã para quem for…

John Butler Trio no Festivalma 2010

Se você ainda está em dúvidas se vai ou não no Festivalma 2010, se vale a pena o desembolso, dá uma olhada neste videozinho do John Butler Trio, que eu particularmente não tenho palavras para descrever algumas músicas…

Não preste atenção só na melodia. Olhe as mãos, olhe a expressão no rosto do cara, as marcas do tempo no violão, a concentração. Depois disso, escute inteira com os olhos fechados. É viagem na certa, paz na alma, no coração, conectados à alma do surf. Sem palavras mais…:

E quem quiser tentar a sorte, vai pro twitter do Festivalma que todos os dias os caras sorteiam ingressos:

http://twitter.com/festivalma

Aloha, meus velhos…

Jake Shimabukuro e Kelly Slater no FestivAlma 2009?

FestivAlma 2009

Nota oficial do FestivAlma 2009:

“…Em sua sexta edição, o FestivAlma Surf acontece de 2 a 4 de julho, no pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O festival terá este ano atrações imperdíveis como a banda australiana The Beautiful Girls, o californiano Tommy Guerrero, o havaiano Jake Shimabukuro e o rapper Marcelo D2. No dia 2 de julho é esperada uma jam session entre Jake Shimabukuro e Kelly Slater, o mais famoso fã do havaiano…“.

Para quem não conhece, o Jake Shimabukuro é um músico havaiano, que toca diversos instrumentos de corda desde cedo, sendo que a grande pegada é o Ukelele. Há quem fale muito bem do cara: Donavon F., Jack Johnson, Rob Machado, e por aí vai.

Um vídeo dele ficou famoso em 2007, onde ele toca sozinho um som bem conhecido (para quem gosta de música). É um pouco longo para quem está só de passagem, mas mande o link para seu e-mail pessoal e assista com calma quando der, que vale muito a pena:

Agora imagine o Jake mais o Kelly Slater tocando juntos. Não pela parte prática da música, de os dois tocando altos solos no Ukelele, mas pelo momento, pela técnica de um na música e pelo espírito do outro no surf. Momentos raros que valem ser presenciados. Com certeza surf e música é um ótimo casamento, ainda mais quando falamos do ápice nas duas pontas – Ukelele e Surf com quem entende.

Eu vou, com certeza, e depois conto para vocês no que deu. Mas ainda assim defendo: ao vivo é diferente, quem puder, vá também.

Para conhecer mais:

http://www.myspace.com/officialjakeshimabukuro

http://www.jakeshimabukuro.com/

http://www.festivalma.com.br

Aloha, “surfmúsicos”!

Surf disfarçado

Essa é para você, que vai surfar naquele pico cheio de locais, cheio de predadores, cheio de gente do Serasa atrás de você, e não quer ser encontrado: é só surfar disfarçado, camuflado.

Um diretor de arte e designer chamado Diddo resolveu acabar com a mesmise dos wetsuits e deu uma cara nova para eles, com texturas e artes bem criativas:

No site ele vende estas peças também, além de mais imagens: Diddo.

Especial para quem precisa de disfarçe no pico. Ou fazer uma graça mesmo…

Valeu a criatividade!

Aloha.

Curso “Surf: Administração, Marketing e Gestão de Negócios”

Recentemente, o Ibrasurf, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento do Surf, vem realizando diversas atividades para estimular o surf, não só como esporte, mas também como negócio.

Neste ano, acontecerá novamente um curso para aqueles que querem aprender mais sobre o surf como negócio. Vejam abaixo o comunicado oficial:

“Tem início no dia 27 de abril na USP a segunda edição do curso Surf: Administração, Marketing e Gestão de Negócios.

O objetivo é capacitar e atualizar profissionais nos negócios e atividades ligadas ao surf, sobretudo nas áreas de marketing, administração e gestão de empresas.

Nomes de peso como Alfio Lagnado, Alceu Toledo Junior, Evandro Abreu, Felipe Silveira, Rico de Souza e Roberto Perdigão já confirmaram presença no programa que acontece todas às 2as feiras até 13 de julho, das 19:00 às 21:45.

A proposta é discutir dados e informações que possam ser aplicadas diretamente no dia a dia dos participantes, que durante os encontros terão a oportunidade de formar uma grande rede de contatos e troca de idéias com o pessoal do mercado.

Dentre os temas abordados estão Empreendedorismo, Marketing no Surf, Administração Esportiva, Situação Atual do Mercado no Brasil e no Mundo, Mídia Especializada, Gestão de Negócios, Escolas, Campeonatos, Patrocínios e Legislação.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas no Ibrasurf, com desconto até o dia 15/04 (R$ 390,00) e após essa data R$ 450,00. Os participantes que comparecerem a 80% das aulas recebem um certificado USP Ibrasurf. Também será oferecido o certificado nível 2 para os alunos que participaram do programa em 2008. Carga Horária: 36 horas Datas: 27/04/09 a 13/07/08, todas as segundas feiras Horário: 19:00 às 21:45.

Local: EEFE-USP.

Público-alvo: Praticantes, profissionais e interessados na área de negócios do surf, gestores administrativos e de marketing, proprietários de escolas de surf, lojistas e empresários do setor surfwear, estudantes de Educação Física e Esporte, Marketing e Administração.

Justificativa: O surf é um dos esportes que mais cresce no Brasil e no mundo, movimentando milhões de dólares nas indústrias da moda e do entretenimento. Estima-se que a modalidade cresça cerca de 10% ao ano em nosso país, representando mais de 15% do volume de negócios do setor têxtil. Com o crescimento no número de praticantes e consumidores, o mercado também se desenvolve e exige profissionais cada vez mais qualificados para gerir seus negócios e serviços.

Objetivos: Capacitar e atualizar profissionais para atuar nos negócios e atividades ligadas ao surf, possibilitando uma visão atual do mercado nas áreas de marketing, administração e gestão de empresas esportivas e promotoras de eventos.

Maiores informações sobre o curso e inscrições no www.ibrasurf.com.br, pelo email ibrasurf@ibrasurf.com.br ou telefone 11 5052.5011.

O 2º curso Surf: Administração, Marketing e Gestão de Negócios é uma realização do Ibrasurf e USP e conta com o apoio do Waves, Star Point, EEFEUSP Junior e William Woo.”

Nunca estive presente em nenhum dos cursos do Ibrasurf, mas acredito que este seja muito interessante. Não só pelo tema, mas por ser um dos primeiros a tratar o tema abertamente ao público.

Aloha!

Dave Homcy – Fotos e filmes Soul Surf

Dave Homcy nasceu na Flórida, mas como todo bom apaixonado pelas fotos e filmagens de surf, e pelas ondas também, logo foi morar no Hawaii (assim como o brasileiro Bruno Lemos).

E o resultado não poderia ser melhor: fotos e filmes de altíssima qualidade, e muitos deles viraram ícones do surf.

Alguns filmes que ele participou da filmagem: A Broke Down Melody, Sliding Liberia, Surfwise: The Story Of The Paskowitz Family, Riding Giants… estes são alguns dos filmes de surf, fora as filmagens tradicionas: Pearl Harbor, E.R., Dragon Fly, e a famosa série Lost. Filmou também alguns dos shows do Jack Johnson.

Abaixo algumas fotos clicadas por ele, que retratam o lado artístico e todo o feeling do surf (assim como seus filmes):

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

 

Foto de Dave Homcy

Para quem quiser conhecer mais:

http://davehomcy.com/

Aloha!

Saiu lá: rapidinhas do surf para se pensar

Xanadu Surfboards

Saiu lá no Waves, nesta semana, uma entrevista com o excelente shaper Xanadu sobre o mercado de pranchas, e ele soltou essa aqui sobre a Channel Surfboards (do shaper Al Merrik), a Burton (marca de snowboard), e a história do Kelly Slater fazer suas próprias pranchas, usadas na primeira etapa do mundial:

(…)
Para quem ainda não está por dentro, você pode explicar qual a relação entre a Burton e a Al Merrick?
A Burton é dona da Channell Islands – marca do Al Merrick – há uns três anos e está querendo criar um monopólio no mercado, pelo menos nos Estados Unidos, e claro que eles vão entrar pesado com roupa. Por isso estão tendo tantos atletas, gastando tanto dinheiro em marketing e em pranchas, porque depois eles vão virar tudo isso em roupa e o que for. Além de eles fazerem isso, tem o Joel Tudor (longboarder). Eles agora vão produzir a marca do Joel Tudor na América também, de repente ele comprou a marca, vai saber. Vão pagar licenciamento da marca para o Joel Tudor. Outra coisa que escutei que eles vão começar a fazer, já ouviu falar nessa história de que Kelly Slater está shapeando prancha?

Sim, ele fala que produziu as quadriquilhas dele.
Palhaçada. É que eles vão fazer uma marca do Kelly Slater, para eles terem mais uma marca ainda dentro do Burton e ter como pagar ao Kelly Slater depois que ele se aposentar ali no circuito. Como o Joel Tudor é um surfista e nunca tocou talvez numa placa de prancha ou talvez tocou só pra dizer que tocou, mas quem fabrica são outros shapers, eles vão fazer a mesma coisa com o Kelly Slater. Vão dizer “Ah, vai lá com o Al Merrick, pega a lixinha e tal”, mas na verdade, quem está fazendo é o Al Merrick ou algum outro shaper por trás, e vai ser mais uma marca que está no guarda-chuva da Burton Snowboard, uma companhia de snowboard, não de surf.
(…)

E aí, será que é verdade? Uma coisa eu sei, Slater é Slater, e é fato que ele é um dos melhores surfistas do mundo, tanto em campeonatos como no freesurf. Agora, o Xanadu foi corajoso em abrir esse “rolo” no maior portal de surf, e eu o admiro por isso (embora nunca tenha surfado em uma Xanadu para falar de sua qualidade no mar). Parabéns Xanadu! Sou contra qualquer tipo de monopólio econômico ou industrial, isso limita o ser humano.

E aí, Slater, foi você ou num foi quem fez esse brinquedo???

E aí, Slater, foi você ou num foi quem fez esse brinquedo???

Saiu lá no Fantástico dessa semana: cientistas apontaram que até 2100 o oceano pode subir um metro em seu nível atual. O que isso significa? Adeus Maldivas.

Para quem não sabe, as Maldivas são um arquipélago de pouco mais de mil ilhas, todas elas com no máximo dois metros acima do mar, então imaginem o que sobrará… segundo as previsões, há a possibilidade de não sobrar nada.

E tem mais, as ilhas não possuem nenhuma indústria grande e a população também é baixa, o que significa que quase não há emissão de gases que “fervem” o mundo. Literalmente, estão pagando pela poluição de outros países, inclusive o Brasil…

Infelizmente (pelo grau da situação) ou felizmente (pela atitude do cara), o presidente já está juntando dinheiro para tirar a população de lá quando a situação estiver crítica. E você, o que está fazendo mara minimizar isso?

Saui lá no Atelier Yanagi, do designer japonês Mr. Yanagisawa: ele inventou uma prancha doida, com a estrutura feita de madeira balsa e a “casca” de pet. Ou seja, de material 100% reciclável e renovável, e por levar ar ao invés do poliuretano, reduz absurdamente o impacto ambiental. Quem vai testar a invenção? (Thanks Yanagisawa for the invention, is good for the environment!!!).

Prancha sustentável

Prancha sustentável

São assuntos interessantes para pensarmos sobre. Eu estou pensando pelo menos.

Aloha, Soul Surfers!

Mormaii Neocycle: sustentabilidade

Aqui no Brasil, infelizmente, não há muitas indústrias da surfwear que se preocupam com o meio ambiente e sustentabilidade, apenas algumas poucas e boas. O que vejo é uma ou outra OGN fazendo alguma ação aqui ou alí, sempre localmente, até por falta de apoio e verba, o que é compreensível no mundo em que vivemos.

Há algum tempo a Billabong e Element, ambas do grupo GSM, começaram a desenvolver uma pequena parte de seus produtos a partir de matéria-prima sustentável, como algodão orgânico (camisetas Element), que não utiliza insumos químicos na produção, e uma bermuda feita de PET reciclado (Billabong). Porém, foram desenvolvidos no exterior e não houve nenhuma ação aqui no Brasil para divulgar isso, apenas um ou outro anúncio.

Eu particularmente acredito que as marcas mais próximas do surf (as que fabricam muito mais produtos voltado para a prática do surf do que para a moda) deveriam aumentar o uso de materiais reciclados, além de divulgar e realizar ações que incentivem a sustentabilidade. Afinal, o surf está 100% ligado à natureza, dependemos disso para nossos momentos de alegria, de felicidade, de satisfação e evolução espiritual (para mim, isso é o surf), e nada melhor e mais justo do que fazer algo para ajudar a salvar a degradação ambiental.

A Siebert Surfboards faz pranchas de madeira, que apesar de serem literalmente de “árvores”, é um material biodegradável que reduz absurdamente o impacto ambiental causado por uma prancha comum (madeira é 100% boidegradável), além de ser muito mais durável. Uma sacada animaldo Felipe (shaper). É apenas uma das milhares de fábricas de pranchas, mas já é um movimento (valeu Felipe!).

Recentemente descobri também, em alguns anúncios e comentários no WE SURF!, uma iniciativa muito boa para o segmento de surf, feita pela Mormaii, que é 100% brasileira e conhecida no mundo todo… Os caras estão a mais de 30 anos no mercado fabricando roupas de neoprene, não só para o surf mas para tudo que é esporte na água, e agora inovaram ao começar a fabricação de chinelos e sandálias de neoprene reciclado, a Mormaii Neocycle. As sandálias são fabricadas a partir do neoprene velho, aquele que iria para o lixo comum e que já surfou uma penca de lugares, além de retalhos que seriam descartados. Para quem não sabe, neoprene vem do petróleo, ou seja, polui, e muito, e reciclar derivados de petróleo sempre é a melhor opção do que descartar.

Vejam o comercial das sandálias:

Além de fabricar e comercializar, a Mormaii também está incentivando a reciclagem em uma ação bem bacana: se você comprar uma roupa de neoprene nova nas lojas da Mormaii e deixar o seu antigo john para reciclar, ganha um kit Mormaii Neocycle com camiseta, toalha, saco ecológico, chaveiro e chinelo da marca. Ou seja, os caras estão investindo para produzir cada vez mais produtos reciclados. Isso movimenta o mercado para que outras empresas do segmento sigam o exemplo.

Mormaii NeocycleE tem mais, no meio deste mês entrou no ar uma promoção para divulgar as sandálias: três surfistas vão surfar de sandálias Neocycle e os vídeos desta parada serão colocados no site do produto. O surfista que receber mais votos e a pessoa que direcionou mais votos para este surfista ganham uma viagem para o Peru, além de vários produtos da Mormaii. Quem quiser participar, é só entrar no site da Mormaii Neocycle. Eu já estou por lá…

Vale conferir:

Esse tipo de ação promocional é histórica, eu particularmente não lembro de uma marca 100% brasileira (até as gringas mesmo) que tenha feito uma ação deste porte, com um prêmio bom, e que ainda estivesse ligada à preservação ambiental e à sustentabilidade (que por conceito é bem mais do que preservar a natureza).

Fica aí a dica. Vamos tentar um mundo mais limpo, e consumir produtos mais limpos quando houver a opção.

Aloha, soul surfers!