Posts Tagged 'surfmusic'

Soldiers of Jah Army – Diferente, no mínimo…

…diferente porque é novo, e geralmente música nova não tem o costume de sair tão boa quanto as antigas. Ainda mais quando o assunto é reggae. Não estou dizendo que todo reggae novo é ruim, mas que a proporção das boas em relação às que fogem um pouco do que é o ritmo é bem maior.

Fica a dica para vocês conhecerem a banda S.O.J.A. (Soldiers Of Jah Army), que pelo pouquíssimo que ouvi, já me impressionou bem mais do que outras que ouvi bem mais para ser impressionado.

Essa aqui tem a participação do Falcão, d’O Rappa:

É sempre bom descobrir um novo som bom, ein?

Aloha, jow’s!

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A calmaria termina…

…em dois sentidos: o inverno chegou e teoricamente as ondas também, e a calmaria que está esse blog termina hoje também.

Estive um pouco fora do ambiente “blog” nestes últimos meses, porém, não do surf. Surfei quase todos os finais de semana, fechei duas viagens de surf para o mês que vem (El Salvador e Califórnia), então vem muito conteúdo para os leitores, que amorosamente me enviaram e-mails pedindo mais posts, dicas, sons, fotos… Então vem bastante conteúdo para as próximas semanas.

Agora a dúvida é: este inverno está bom de onda? Por enquanto, avalio que o inverno anterior estava melhor, pelo menos para mim. Mas acredito que pelo fato de não ter batido os bons swells no final de semana, estou com essa impressão. Eu e meus amigos pegamos sim mares bons nos finais de semana, mas não épicos. Acredito que os três mares clássicos que pegamos foram ainda no verão e outono. Talvez por não ter chegado o swell bem no dia do bate volta, ou por termos escolhido o pico errado, quem vai saber?

De qualquer forma, fica um clipe de um som muito bom, de uma banda muito boa, de New England (estado bem ao norte de NY), e com imagens que mexem muito comigo: surf na friaca total, com neve, amigos, fogueira, violão. Filmadas lá em New England mesmo…

Acho que minha próxima viagem será para um lugar assim, isolado, tranquilo. Para mim, o frio é introspectivo. Estar em um lugar frio, com poucos e bons, faz aprendermos mais sobre nós mesmos, sobre a natureza, sobre a beleza do mundo. Sei lá.

Assistam e comentem se quiserem:

Aloha, inverno!

Ukelele, de uma forma diferente: Eddie Vedder

Tudo bem que já não é mais novidade, apesar de ter sido lançado neste ano, há poucas semanas, a notícia já não é nova.

Mas como toda boa música, não tem hora para ser falada, lembrada, ouvida. O que é bom vira clássico, e o que é clássico entra para a história, e o que é história fica registrado no eterno, na alma.

Confesso que Pearl Jam sempre esteve nas minhas caixas de som, fones, som do carro, e que o CD Into The Wild (trilha do filme de mesmo nome), do Eddie Vedder, é um dos que mais escuto atualmente. Não só pela qualidade sonora, mas as letras são sensacionais, perfeitas, poéticas, e me fazem lembrar da essência do filme, que é paralela à essência do surf, da simplicidade, do básico, do que realmente tem valor na vida.

E aí descobri, através de minhas navegadas à toa pela música na internet, que o Eddie Vedder lançaria um CD só no ukulele, ou ukelele. Depois de ler, fiquei bem curioso, mas logo me esqueci… Aí o portal da Alma Surf publicou a algumas semanas que o CD logo mais seria lançado, e minha curiosidade ressurgiu. Conclusão: comprei o CD a poucos dias e não consigo parar de ouvir. Concordo que sou meio “dinossauro”, meio repetitivo quando o assunto é música, e fico ouvindo por um bom tempo a mesma coisa, mas o CD é realmente excepcional.

Não é um CD de musiquinhas havaianas, em versões no ukulele, animadinhas para trilha de filmes com dançarinas de hula-hula. Nada contra, pois também gosto disso. É que esse é diferente. O Eddie Vedder foi sensacional ao criar músicas em um instrumento extremamente simples, pequeno, unindo a característica do instrumento ao seu estilo musical, à sua voz. Tem músicas animadas, calmas, com letras que estimulam o cérebro.

Resumindo, vale a pena, e todos que gostam de boa música devem escutar e tirar suas conclusões. Não tenho dúvida que satisfará a maioria do crowd.

Uma delas para quem estiver curioso:

Escolhia Longing to Belong para postar aqui pois as imagens do clip são simples, e boas. A letra é romântica, mas com a criatividade do Eddie Vedder, são frases poéticas, analogias simples. Dá para assistir umas quatro vezes sem se cansar.

Fica a dica…

Aloha.

Pete Murray no Festivalma

Eu conhecia o som do Pete Murray, mas confesso que conhecia muito pouco, umas 6 ou 7 músicas. Porém, ao vivo, tudo que é bom não precisa ser de fato “conhecido” para ser bom. E às vezes é até melhor, pois a surpresa do “que som será que vem em seguida, será que é bom?” é sensacional se o músico é bom.

Pete Murray fez um showzão, animal. Estava lotado, mas não abarrotado, foi mais gostoso ver o show.

Tive a chance de conhecer o cara, o baterista e o guitarrista, logo após o show, e num bate-papo bem rápido, se demonstraram muito felizes com o Brasil, com o público, e ficaram surpresos em como todos conheciam suas músicas e curtiam o som. Chamou até uns e umas para subirem ao palco com ele. Com certeza vou comprar uns CDzinhos deles para agradar meus ouvidos, mente e alma.

Algumas fotos do show, e também da exposição de fotos e artes do Festivalma, que como sempre, estavam sensacionais:

Fora o Festival e músicos sensacionais, tive a honra de bater um papo com o Romeu Andreatta, publisher da Alma Surf e idealizador do Festivalma. Enquanto no backstage todos estavam na euforia de dar atenção ao Pete Murray e banda, eu comecei a puxar assunto com o Romeu sem esperança de que fosse render muita coisa, já que era final de noite, todos cansados, querendo ir embora. Pela minha surpresa, conversamos alguns bons minutos sobre o Festivalma, sobre a correria que ele está neste ano intenso de trabalho (o cara trabalha demais…), sobre família. Faltou falar sobre surf, mas acho que é um assunto que deve ser tão clichê para ele, apesar de amarmos isso, que acho que por isso que o papo rendeu… É uma grande pessoa, um grande surfista. De alma.

Toda a galera da Alma Surf foi extremamente receptiva, estão de parabéns por mais um Festivalma animal. Canso de dizer, mas vale repetir para ver se isso muda no Brasil: temos tão poucos festivais de surf que temos que valorizar os poucos e bons que temos. Aliás, o Festivalma acaba compensando a falta geral…

Parabéns à Alma Surf e a todos que fizeram o festival acontecer.

Agora é hora de descansar, pois amanhã, amanhã sim… o swell vai entrar. Dá uma olhada na previsão para o litoral norte de SP. Bate-volta para fechar a semana com muito surf.

Aloha.

Primeiro dia de Festivalma: Mat e Donavon

Clássico. E é como no surf: difícil dizer qual foi o melhor dia de surf da sua vida, assim como é difícil dizer qual foi o melhor Festivalma. Como no surf, a definição é a mesma: não existe um dia melhor de surf, e sim um dia bom de surf. Não existe um Festivalma melhor do que outro, mas sim existe um Festivalma, todo ano.

Sempre bom, sempre com bandas boas, que retratam o surf através da música, da arte, da cultura e da amizade. Sempre encontro bons e velhos conhecidos por lá, e hoje (leia-se ontem, quinta-feira) não foi diferente: vários amigos.

A pista de skate estava animal, sempre evoluindo a cada ano.

Os shows, sem palavras também. Mat McHugh mandou muito bem, só ele e o Felipe, gaitista de Floripa, já citado por aqui anteriormente… Mat usou o apoio de um computador também, comprovando que dá sim pra usar a tecnologia de forma inteligente na música, com ritmo, som decente. Felipe destruiu na gaita, de primeira mesmo. Tocaram algumas da carreira solo do Mat e as boas do The Beautiful Girls, que me lembraram uns bons dias de surf.

Donavon Frankenreiter dispensa comentários. Acho que além do som, que só evolui com o tempo, o que é extremamente difícil quando o assunto é música, o estilão do Donavon é totalmente diferente dos outros caras da tal surf music, pois mescla o surf, o retrô, o rock’n’roll, o largado, o arrumado, o estiloso, o família (já que sempre defende a bandeira de que tem uma esposa e filhos, e sempre dedica músicas a eles em seus shows), o hippie, o hipe, o cool, o diferente. Tudo isso o faz diferente. Mescla vários estilos de música e vários instrumentos, por isso é diferente, e um dos melhores nesse meio.

Algumas fotos de hoje para a galera:

Pontos negativos do Festivalma? Sim, sempre tem. E neste ano: fumantes. Não se preocupam com os outros, fumam mesmo, dentro do evento, ao lado de quem não fuma. Não entendo como há surfista que fuma… Já se foi o tempo em que fumar era sinal de cool, de “descoladão”. Hoje é sinônimo de idiota (opinião pessoal, claro, e me perdoem os fumantes). Talvez estes fumantes que estavam no Festivalma não sejam surfistas de alma, talvez não entendam a cultura surf como um todo, que preza a igualdade, saúde, e respeito. Só um desabafo, que não tem absolutamente nada a ver com a organização do festival, nem com o surf, só com quem fuma. Espero que mudem um dia. Porque surf é vida, é alma.

E amanhã tem mais com Pete Murray. Claro, postarei em seguida com uma breve análise de um surfista. De alma.

Aloha.

Bob Marley: manifesto consciente

Sim, Bob Marley é o pai do reggae. Pode não ter sido o primeiro, e não é o único regueiro bom que existe, mas é o pai do reggae por como ele conduziu a coisa toda, transformando sua mensagem em mantras eternos, assim como grandes ícones da humanidade.

Agora eu tenho um manifesto. Consciente e que considero justo. Assim como defendo que é uma tremenda ignorância, estupidez e burrice achar que todo surfista é maconheiro, defendo que é tremenda ignorância, estupidez e burrice gostar de Bob Marley só porque é maconheiro e o Bob também fumava. Tremenda burrice… Acredito que isso aconteça pois boa parte das pessoas não sabem da real história de Bob Marley, não conhecem sua luta, sua vida, e todo o movimento de indignação que ele fez surgir em um país pobre, com um governo explorador e falido. Foi um guerreiro que usou a música, a filosofia e a paz para transmitir sua mensagem.

E sua filosofia pregava a igualdade, a paz, o amor, e o uso da maconha estava inserido em sua filosofia (ou religião?), era apenas uma parte dela. O problema é que tem muita gente que usa essas pulserinhas verde, amarelo e vermelho, que usa estas camisetas com uma foto do Bob e uma folhona de maconha, e claro, fumam maconha, denegrindo a imagem do cara, transformando um grande mestre, filósofo e músico em um simples negro de dreads defensor do uso da maconha. Pura burrice dos dois lados, de quem faz isso e de quem acredita nisso.

É a mesma coisa no surf. Muito surfista é maconheiro, e muito maconheiro é surfista. Assim como muito estilista de moda é gay, muito policial é corrupto, muito funcionário público trabalha menos do que deveria, muito pagode não presta… A lista é grande. Agora generalizar um grupo por causa da maioria é burrice, como todo preconceito.

Não sou contra o uso da maconha, e nem de nenhuma bebida, droga, vício. Sou contra a falta de consciência. Tudo na vida tem um resultado. Tenha consciência do resultado que terá ao fazer qualquer coisa. Livre arbítrio existe e é um direito de qualquer ser vivo.

Está é a mensagem que deixo nestes 30 anos sem Bob Marley. Consciência na análise e julgamento de tudo. E uma mensagem de Bob, que acho fantástica e que resume parte de sua filosofia e luta:

Até que a filosofia que sustenta uma raça
Superior e outra inferior,
Seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada
Havera guerra, eu digo guerra.
Curtam aí:
E para quem curte um reggae com um ritmo semelhante ao Bob, algumas dicas abaixo. Concordo, é difícil atingir o grande mestra, mas tem coisa boa na mesma linha. Confiram…:
The Aggrolites, uma banda de L.A. se não me engano, com um reggae bem animado, alegre, pra cima:
Ben Harper. Esse dispensa comentários, músico multi ritmos, que acerta o ritmo que quer fazer sempre. A mensagem deste reggae também chega muito perto do que Bob defendia:
Bob, descanse em paz, longe dos julgamentos errados que fazem de sua história.
Bob Marley, por Vincent A., extraída da página oficial do Bob Marley no Facebook.
Aloha.

Mat McHugh no Festivalma 2011

Mat McHugh vem mais uma vez para o Brasil. Nas outras vezes, veio com a banda toda (The Beautiful Girls), e agora vem sozinho. Pelo que li em sua página do Facebook, vai tocar junto com ele o Felipe, um gaitista muito bom… Era da banda, e é brasileiro, e tive a honra de conversar uns 10 minutinhos com ele no Festivalma do ano passado, na frente do palco enquanto eu tirava algumas fotos. Gente boníssima, como sua música.

Eu gosto muito das músicas do início do The Beautiful Girls, que são mais cleans do que as mais atuais. Pelo que ouvi da carreira solo do Mat, ele traz essa simplicidade novamente para as músicas. Sensacional, voltando com classe às origens e fazendo um som animal.

Dá uma checada neste som, que conheci lá no site do Festivalma:

Som para ouvir depois de uma session clássica de surf, deitado numa rede. Ou alí embaixo daquela árvore, no gramadinho na frente do Seu Álvaro. Quem conhece sabe.

Fora o violão que o Mat usa, um Cole Clark, sensacional também, construção toda australiana. Quem conhece sabe também.

Como sempre, este Festivalma promete, assim como os anteriores.

Aloha, hermanos.