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Surfwear bacana: Cotton Project

Moda sempre tem a ver com surf, ou surf tem a ver com moda, sei lá…

E infelizmente, hoje a surfwear está meio “igual”, um inventa uma coisa diferente, daí todas as outras marcas criam algo semelhante, e se você compra algo para se sentir diferenciado, se dá mal, pois daqui alguns dias você vê alguém com um pano igual ao seu.

Quando conseguimos algum produto diferenciado, na maioria das vezes (ou sempre), ele é bem mais caro do que as marcas regulares de surfwear, que já são bem caras! Pelo menos eu não pago R$ 60/70 em uma camiseta de alguma marca de surfwear, só porque tem a marca X, sendo que se eu lavar umas três vezes a camiseta está toda tora, com a gola esgarçada (falo isso pois já aconteceu, e com grandes marcas…). Prefiro pagar um pouco mais caro por uma peça que pareça nova até a 10ª lavagem do que pagar metade do preço por uma que na 4ª lavagem já está meio “tosca”. Fora o design, o tecido melhor, a estampa mais cool, o corte que veste 100%.

Lá no V Santos Surf Festival conheci uma marca que parece ser bem legal. Chama-se Cotton Project. Tem um conceito muito bacana e um design e corte bem legais. Agora quanto à qualidade, vou testar e falo para vocês, pois ainda não consegui nada da marca (estou numa correria na minha vida que no horário comercial não consigo nem almoçar direito, vida de paulista é f*%$). Mas quando vi as peças e algumas fotos, chamou-me muito a atenção as cores, estampas e design, principalmente de uma bermuda (já encomendei uma) com umas listras largas e coloridas, meio retro, que não sei porquê, mas me remete a um estilo de surf mais clássico, meio Donavon, sei lá…

 Bermuda Cotton Project

E acho que isso que é o legal, é você comprar uma roupa porque ela tem a ver com você, ou que passe algum ideal que você segue. Pelo menos para mim.

A Cotton Project tem um conceito bem legal, dêem uma olhada abaixo (texto do Rafael, da Cotton Project):

“…Trata-se de uma resposta aos padrões atuais do mercado de surfware brasileiro, altamente concorrido mas ao mesmo tempo monótono e sem uma diferenciação significativa. A marca acredita na alto nível intelectual do surfista brasileiro e na existência de sub-culturas do esporte. Dessa forma, compromete-se a oferecer a seus clientes produtos inovadores, com base no design e alta influência da cultura mundial, fruto de intensa pesquisa juntamente com seus atletas, colaboradores e clientes. Vista de forma natural tanto nas prateleiras de boutiques ou surf/skateshop, a marca volta-se ao consumidor que não se contenta com produtos de apelo em massa, independentemente se o mesmo pratica um esporte de ação ou simplesmente simpatiza com os valores e o estilo de vida envolvidos nesses esportes.

A estrutura horizontal da Cotton Project possibilita uma maior interação entre o cliente e o criador do produto, fronteira no qual é muitas vezes confundida ou inexistente. Isso não só se reflete em produtos alinhados com a preferência do seu público mas também numa maior fonte de inspiração para inovação. A estrutura da marca também facilita a criação de um networking de profissionais talentosos, transcendendo assim o conceito de uma marca de vestuário para a criação de uma plataforma de interação multilateral, formando assim, uma comunidade criativa.

Independente

Nós da Cotton Project temos orgulho em ser uma marca de surfwear independente. O que isso significa? Significa total liberdade de criação e interação com nossos clientes. Por não estarmos presos a nenhum conceito desse mercado, podemos usufruir de uma infinidade de caminhos a seguir sem nos preocuparmos com o que é certo ou errado para uma marca de surfwear. Criamos, assim, muito mais do que uma simples relação de compra e venda com nossos clientes, formamos uma comunidade que agrega indivíduos critativos, de alto interesse cultural e comprometidos em retirar dos esportes que praticam muito mais do que o óbvio. Nós acreditamos na nossa marca independente.”

 Está aí a dica e também algumas imagens, dêem um check:

Cotton Project

 

Cotton Project

Cotton Project

 

Tá aí a dica… E para saber mais:

http://www.cottonproject.com.br/

http://www.flickr.com/photos/24235291@N07/sets/

Aloha!

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V Santos Surf Festival 2009: algumas fotos

Caros leitores, como alguns sabem, consegui acompanhar o evento no domingo, onde pude encontrar alguns amigos, como o Mauricio Belchior e Felipe (Siebert Surfboards), e conhecer o novo parque no Quebra-Mar, além da exposição de pranchas e surfart, premiação dos campeonatos, tentativa de quebra de recorde… e por aí vai.

Foi uma iniciativa muito boa dos responsáveis por este marco: Pardhal, Jair, Picuruta, Homero, prefeitura e governo, entre outros que colaboraram e que não tenho os nomes, desde o cara que apertou os parafusos do novo deck ao cara que pintou a kombi, todos tem seu sentimento alí, e afirmo que ficou maravilhoso!

Vejam algumas fotos do evento:

Aloha!

(ps.: desculpem a demora na postagem, estive numa baita correria nestas duas últimas semanas, fora os problemas no meu computador… agora está tudo normalizado, 100% na ativa)

V Santos Surf Festival 2009: tá quase

V Santos Surf FestivalGalera, muitos já leram em outros blogs, mas vai aí o reforço: V Santos Surf Festival, em Santos, São Paulo, BR, começa agora no dia 20/01 (até 26/01), lá no Quebra Mar.

O festival promete. Vários importantes ícones do surf brasileiro e gringo estarão presente, ou pessoalmente ou nos filmes, exposições, música.

Quem quiser ir, não paga nada.

O festival foi idealizado por Diniz Iozzi, o Pardhal, junto com o apoio de diversos outros membros da surf nation brasileira.

Como o próprio Pardhal disse em entrevista ao portal Waves, “Santos sempre produziu pessoas notáveis nas mais diversas áreas desde a época em que o Brasil ainda era Colônia de Portugal. No surf não é diferente e, diante de todo esse material humano, imaginei que a união dessas pessoas em torno de um evento configuraria um grande festival, capaz de mostrar ao mundo a riqueza da nossa originalidade cultural neste segmento e a influência que ela tem nos hábitos do povo santista.”

Bom, eu estarei em uma semana extremamente complicada aqui em São Paulo, mas no domingão, levanto cedinho e vou direto para o Quebra Mar conferir de perto o festival, pois vale a pena.

Nossa filosofia de vida, pela quantidade de surfistas que existem no brasil, possui pouquíssimos eventos que a valorizem, então é importante nós, que tiramos do mar essa energia que nos rege, comparecermos, até para conhecer mais sobre a história do surf brasileiro. Se não fossem estes pioneiros terem começado aqui, sabe lá Deus se surfaríamos hoje…

E para quem curte filmes de surf como eu, vai ter uma penca de filmes rolando no festival, vejam abaixo a lista:

Terça feira 20/01

IV Santos Surf Festival, de Rafael Sobral (BRA) – 9:30 e 13:30
Stranger than Fictionl, de Taylor Steele (USA) – 10:30 e 14:30
Not California, de Richard Gregory (UK) – 11:30 e 15:30
 
Quarta feira 21/01
 
Litmus, de Andrew Kidman (AUS) – 9:30 e 13:30
Glass Love, de Andrew Kidman (AUS) – 10:30 e 14:30
Sliding Liberia, de Britton Caillouette (USA) – 11:30 e 15:30

Quinta feira 22/01
 
Carving, de Roberto Vezzone (USA/BRA) – 9:30 e 13:30
Innermost Limits of Pure Fun, de George Greenough (USA) – 10:30 e 14:30
The Hub, de Christiaan Bailey (UK) – 11:30 e 15:30
 
Sexta feira 23/01
 
One California Day, de Mark Jeremias e Jason Baffa (USA) – 9:30 e 13:30
Believe, de Mick Waters (AUS) – 10:30 e 14:30
Chile Oculto, de Cristian Merello e Rodrigo Farias (CHI) – 11:30 e 15:30
 
Sábado 24/01
 
One Track Mind, de Chris Malloy e Woodshed Films (USA) – 9:30 e 13:30 – Estréia
Beach Blanket Burnout, de Tyler Manson (USA) – 10:30 e 14:30 – Estréia
Morning on the Earth de Albe Falzon (AUS) – 11:30 e 15:00
 
Domingo 25/01
 
Musica Surfica, de Mick Sowry (AUS) – 9:30 e 13:30 – Estréia
Utopia, de Rafael Mellin e Grupo Sal (BRA) – 10:30 e 14:30 Estréia
Seaworthy, de Nathan Oldfield (AUS) 11:00 e 15:00 – Estréia
 
Segunda feira 26/01
 
Homenagem ao cineasta Pepê Cezar pelo conjunto da obra.
 
002 Surf (1990) – 9:00 e  13:00
Cambito 1 (1993) – 9:45 e 13:45
Cambito 2 (1994) – 10:30 e 14:30
Cambito 3 (1996) – 11:15 e 15:15
Fabio Fabuloso (2004) – 12:00 e 16:00

Ouro do surf...

Nunca fui às edições anteriores do festival, mas sempre acompanhei as fotos e vídeos dos eventos anteriores. Vale a pena conferir ao vivo agora.

Outra dica que considero importante: Felipe Siebert estará com alguns longboards expostos lá (para quem não conhece, são de madeira “oca”… entrem no site dele para conhecerem que o trabalho é animal), e acho legal conferirmos, já que as pranchas também têm um estilão mais clássico e são frutos de um trabalho totalmente artístico.

Para quem for, nos vemos lá!

http://waves.terra.com.br/novo/santossurffestival2009/capa.html

http://santossurfart.blogspot.com/

Aloha, surfers!