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Neco Padaratz de volta

Neco Padaratz Fiquei muito feliz em saber que o Neco Padaratz estará de volta ao WCT. Saiu lá no Waves. Admiro muito seu estilo de surf, sua pegada em vários tipos de onda é inegualável…

Como já apontei anteriormente em algum post do passado, eu não curto muito o estile de surf dos brasileiros que estão atuamente no WCT, com excessão do Mineirinho, que manda muito bem. Então, para mim, teremos agora mais uma brasileiro com estilo, com linha de surf desenhada e atitude nas manobras, sempre bonitas de se ver…

Tudo bem que ele está com trinta e poucos anos e vai competir com a molecada da casa dos vinte anos, mas vale a experiência nessa hora, e sempre é bom ver esses caras surfando, dá para aprender e evoluir muito.

Neco estava fora por problemas de saúde, estava com uma lesão na coluna/região lombar, e agora está voltando, antes do previsto. Competirá em Lower Trestles, no WQS, para estrear, e por aí vai. Quem sabe em 2010 ele consiga um dos wild cards por contusão para voltar ao WCT…

É isso aí, Neco! Vai com a mesma determinação que você teve para a sua recuperação que os resultados virão! Neco Padaratz

Aloha!

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Quase, Mineirinho…

Adriano Mineirinho foi um dos “intrusos” em meio aos “Cooly Kids” Parko e Fanning nas quartas de final, e venceu extraordinariamente Taj para chegar às finais.

Porém, Parko foi melhor e levou o Quiksilver Pro Gold Coast, que teve a final em Kirra, em condições muito boas e sólidas.

Confesso que não botei uma fé no Mineirinho antes do campeonato. Mas quando eu vi uma entrevista dele ao Zona de Impacto (SporTv), vi uma energia muito boa nele, no sorriso tranquilo e em suas palavras, o que me fez questionar até aonde ele chegaria no campeonato. Não arrisquei chutar a posição em que terminaria o campeonato, e confesso que fiquei surpreso ao acompanhar as quartas, semi e finais hoje, agora pouco na verdade, e inclusive comecei a torcer para ele!

Geralmente eu assisto os campeonatos e torço para quem está na onda, gosto de ver a molecada surfando e mandando bem e saindo feliz das ondas (exceto em disputas entre Kelly Slater e os outros grandes, que daí a emoção sobe na veia), e ultimamente andava meio desanimado em relação ao surf brasileiro no WCT, até mesmo pela falta de investimento nos brazucas, o que acabava prejudicando-os quase sempre em relação aos australianos, americanos, havaianos…

E fora isso, tem uma galera do Brasil que, não adianta querer me convencer, tem um surf muito feio, umas batidas meio toscas, rasgadas muito rápidas sem aquele leque de água amplo de um Joel Parkinson, sem aquela tranquilidade no tubo de um Bruce Irons, e sem a garra de um Kelly Slater. E a partir de hoje, para mim, Adriano de Souza, o Mineirinho, me traz novamente a alegria de ver um brasileiro no WCT. É a mesma alegria de ver um Teco Padaratz, um Neco, um Fabio Gouveia (e por que não citar Bruno Santos?).

Esse é o meu gosto pessoal, gosto de uma linha de surf diferente dos outros brasileiros que estão hoje no WCT. E deixo bem claro, eles surfam muito melhor do que eu, do que muita gente, são batalhadores pra caramba, passaram por uma penca de perrengues e dificuldades… senão não estariam onde estão, merecidamente. E parabéns a todos eles por representarem o Brasil nos campeonatos.

Mas gosto é gosto.

Foto: ASP Covered Images

Foto: ASP Covered Images

Parabéns Mineirinho, que este ano brilhe para você! Parabéns Parko, que literalmente arregaçou nas suas ondas da final.

Aloha, competidores!

A lenda viva: Slater

The real legend

E para fechar esta temporada, nada melhor do que vencer o Pipeline Masters. O cara já tinha levado o caneco por antecipação, e na última etapa, mais um para a coleção. Eu costumo dizer que há dois títulos mundiais: o do WCT e o Pipeline Masters. Ganhar um Pipe é quase ganhar o mundial (opinião pessoal, ein)…. deu para ver isso há pouco tempo, quando o Slater levou o mundial e o Andy Irons ganhou o Pipe, parecia que o Irons tinha ganhado o mundial.

Existem vários surfistas que surfam com um estilo maravilhoso, que nasceram para isso, que fizeram história. Não sei se é pela época que comecei a surfar (92/93, ainda que surfar para mim era ficar em pé em um boryboar tosco), mas a referência que eu tive era uma só: Kelly Slater. Não era o único surfista que eu assistia nos filmes de surf, mas era diferente, e não podemos negar, o cara é sim diferente, surfa sim diferente, prevê a onda sim, coloca a prancha na onda certa, no trilho certo, na hora certa, e se dá algo errado, algo acontece na hora, e o cara tá lá, tirando algo de bom da onda.

Assim como a energia da natureza se renova e está sempre em harmonia, tudo se relacionando, Slater é o cara que faz essa ponte entre o ser humano e o mar, na minha opinião. Os outros surfistas que me desculpem, mas, para mim (reforço novamente), Slater é o surf em pessoa.

Há muitos surfistas que admiro, que fizeram história, mas hoje é ano de homenagiar Slater. Pela sua história de vida, pelo seu surf, pelas suas conquistas.

Parabés por mais este título e obrigado por poder nos ensinar, seja assistindo um vídeo ou uma entrevista.

Keep Surfing…

Aloha!

Slater